Local de nascimento/óbito: Cassana Magnano (Lombardia) - Roma
Biografia: “Nascido numa aldeia da Lombardia, em 1690, e falecido em Roma, no ano de 1752, Giovanni Battista Maini começou por ser discípulo de Giuseppe Rusnati (m. 1713) em Milão. A ida para Roma ter-se-á verificado em 1708/1709, sendo depois discípulo de Camillo Rusconi, em cujo atelier permanece até 1725.
Em 1728 já era membro da Academia de São Lucas e, no ano de 1746, ascendia ao estatuto de Príncipe da mesma academia romana.
A sua primeira grande obra foi certamente o monumento fúnebre de Inocêncio X, realizado entre1729/30, para a igreja romana da família Pamphili, Santa Agnese in Agone. Pouco depois, é uma outra família poderosa – sobretudo na década de 30 do século XVIII, em que um dos seus membros se sentava na cátedra de São Pedro -, os Corsini, a requerer os serviços de Maini para a capela familiar em São João de Latrão. Aí Giovanni Battista Maini realiza, para além da grande estátua brônzea do pontífice Clemente XII (…), todos os elementos do monumento fúnebre do cardeal Nero Maria Corsini (…).
Em Mafra, Maini é autor certo de duas estátuas – as dos arcanjos São Gabriel e São Miguel -, as quais se encontram assinadas e datadas, respetivamente de 1731 e 1732. Como inspiração destas estátuas são facilmente identificáveis os dois anjos esculpidos por Gianlorenzo Bernini para a ponte Sant’Angelo mas que, por vontade do papa Alexandre VII, não foram colocados no local a que haviam sido destinados e assim acabaram por ficar na igreja de San Andrea delle Fratte. Com efeito, do ponto de vista compositivo, o São Gabriel de Maini filia-se claramente no Anjo com a inscrição INRI de Bernini.
(…) Para além destas obras, Ayres de Carvalho atribui ao escultor lombardo outras duas estátuas da fachada da basílica, as de Santa Clara e Santa Isabel da Hungria. Atribuições que a investigação recente veio, aliás, confirmar. (…)
Pode assim concluir-se que Maini terá realizado para Mafra quatro estátuas, duas destinadas à fachada e outras duas no interior da basílica. (…)
(in Vale, Teresa Leonor, "A Escultura Italiana de Mafra", Livros Horizonte, 2002, pág.59 a 61)