Laurent Delvaux
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Actividade: Escultor
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Data de nascimento/óbito: 17/01/1696 - 24/02/1778
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Local de nascimento/óbito: Gand (Bégica) - Nivelles (Bélgica)
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Biografia: “Apesar de serem vários os escultores estrangeiros ativos em Roma na primeira metade do settecento, apenas um foi requisitado por Fr. José Maria da Fonseca Évora para a tarefa de Mafra, o flamengo Laurent Delvaux, nascido em Gand em 1695 e falecido em Nivelles no ano de 1778. A sua formação artística iniciou-se ainda na Bélgica, onde, concretamente na cidade de Bruxelas, foi discípulo de Gerg Helderenberg e de Dieudonné Plumer.
Em 1717 encontrava-se em Londres, cidade onde ainda permanecia em 1720, ano em que, em colaboração com o escultor de Anvers Peter-Gaspard Sheemakers (1691-1781), trabalha na abadia de Westminster.
Datará de 1728 a ida de Laurent Delvaux para Itália (na companhia de Sheemakers); todavia, no seu dicionário, Bénézit afirma que, no ano anterior, o escultor já se encontrava em Itália “(…) copiant les antiques pour ler roi du Portugal”. Trata-se de uma questão a esclarecer, esta de Laurent Delvaux ter eventualmente trabalhado para a Coroa portuguesa num momento anterior à realização de estátuas para Mafra. Tal situação ajudaria a explicar o envolvimento de Delvaux na concretização da encomenda de escultura para Mafra, pois, não sendo um escultor particularmente notável e não estando associado a qualquer das grandes encomendas de então (muito concretamente à capela Corsini), tal envolvimento surgia sem justificação clara.
Permanecendo em Roma até 1733, Delvaux estaria de volta a Londres, no ano de 1734, demorando-se, porém, pouco tempo em Inglaterra, pois rapidamente regressou a Bruxelas, onde uma recomendação do núncio contribuiu para a sua nomeação como escultor da arquiduquesa Maria Isabel. Passou depois a Nivelles e aí executou, para o príncipe Carlos de Lorena, um busto de Maria Teresa da Áustria, que lhe valeu o título de escultor imperial e a renda anual de 400 florins.
A data da sua partida de Roma, 1733, é importante para a datação das duas estátuas – as do Anjo Tutelar do Reino de Portugal e de São Rafael – que lhe estão atribuídas no conjunto de Mafra, pois significa que nesse ano as mesmas estariam obrigatoriamente concluídas e entregues. Trata-se de duas peças que denotam pouca ousadia compositiva e plástica por parte do escultor, que, evidenciando um relativo domínio técnico do material pétreo, se revela todavia incapaz de balançar eficazmente as figuras ou de libertar os panejamentos do corpo das mesmas.”
(in Vale, Teresa Leonor, "A Escultura Italiana de Mafra", Livros Horizonte, 2002, pág.75 e 76)