Descrição: Lâmpada em prata cinzelada. Fundo rematado por piroleta em forma de urna com argola, decorado por dois registos de gomos, parte superior lisa, bordo moldurado. Três conjuntos de folhas (de palmeira?) estilizadas, presas por fitas cruzadas e aparafusadas ao receptáculo. Tampa sobreelevada constituída por três registos, bordo liso. O primeiro registo é decorado por faixa de folhagem estilizada, sobre fundo pontilhado, faixa lisa separa os dois registos decorada com cânulas, rematada na parte superior por coroa de louros com fitas entrelaçadas. Campânula em forma de folhagem recortada, rematada por esfera com argola de suspensão, interior com três argolas para suspensão das correntes. Três correntes formadas por elos de campânulas recortadas, que alternam com enrolamentos vazados dentro dos quais folha de acanto estilizada.
Origem/Historial: Integrou originalmente um par de lâmpadas pertencente à capela do Palácio da Bemposta. Na sequência da implantação da República (1910), foram transferidas com as restantes pratas dessa capela para a casa-forte do Palácio das Necessidades. O arrolamento então efetuado incluiu-as no agrupamento de "Joias e mais objetos preciosos denominados da Corôa", com o 17136: "Duas lâmpadas grandes de prata, forma geral pouco elegante, gomos ressaltados na parte superior, a inferior em forma cónica, curva reentrante, com duas grinaldas cinzeladas. Nos intervalos das correntes de suspensão tres grupos de tres penas cada um. Pezo total desoito mil setecentos e quinze gramas". Ainda segundo o mesmo documento, "Ao Administrador do Palácio Nacional de Queluz foi entregue uma d’estas lâmpadas, em 21-8-918 (vide auto de folhas 531)". (Arquivo do PNA, Arrolamento do Palácio das Necessidades, vol. VII). HX
Incorporação: Transferência - Palácio das Necessidades, 1918. N.º de ordem 1139 do cadastro de 1941