Coroa de exéquias
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Museu: Palácio Nacional de Mafra
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Nº de Inventário: PNM 472
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Metais
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Autor:
João Frederico Ludovice; (Desenhador)
António Rodrigues do Leão (Ourives)
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Datação: Século 18
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Técnica: Bronze fundido, conzelado e dourado
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Dimensões (cm): Alt. 75 x Diâm. 62
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Descrição: Coroa real fechada, de oito arcos, em bronze dourado. O diadema, de orla moldurada, apresenta duas faixas decorativas cinzeladas: a primeira com volutas dispostas em simetria; a segunda, convexa, constituída por um toro de loureiro enlaçado com fitas. Dobre o diadema emergem oito medalhões em forma de escudo, guarnecido com aconcheados, separados por elementos menores, com volutas de génese vegetalista, rematada por uma concha. Dos medalhões saem oito arcos de largura decrescente, formando uma curva e contracurva, decorada com três ordens de reservas decoradas com conchas, unidas entre si por elementos vegetalistas. Os arcos convergem superiormente numa base oitavada e circular, que sustenta uma esfera sobre a qual se encontra uma cruz, cujas hastes são torneadas. Associa-se a esta coroa um ceptro (inv. PNM 471).
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Origem/Historial: Coroa real para o ofício de defuntos da Família Real, executada para as exéquias de D. João V, falecido a 31 de julho de 1750. Servia para rematar a eça que era armada no cruzeiro da Basílica do Palácio de Mafra por ocasião das pompas fúnebres dos reis de Portugal. A atribuição da autoria é sustentada nas afinidades estilísticas com outras peças do ourives João Frederico Ludovice, considerando, também, a sua ligação estreita ao Palácio de Mafra, do qual foi arquiteto e por se tratar de uma peça de primeira importância no contexto das cerimónias em que era usada.
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Incorporação: Pertencente ao Palácio de Mafra. Nacionalização dos bens da Coroa em 1910 e afetação ao Museu do Palácio de Mafra em 1911.
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Centro de Fabrico: Lisboa
Bibliografia
- Relação das solemnes exéquias que se celebrarão no Real Convento de Nossa Senhora...