Técnica: Estrutura de metal e madeira, que suporta globos de vidro, cabeças de veado em barro cozido pintado e hastes de gamo.
Descrição: Grande lustre em madeira de carvalho, ornamentado com vinte pares de hastes de veado e gamo, tendo quatro cabeças de veado em barro pintado e quatro candeeiros com globos em vidro fosco, de forma esférica e base cónica. Está suspenso do tecto por um varão de ferro, e possui correntes que se interligam entre as hastes, cabeças e candeeiros.
Origem/Historial: Mobiliário romântico ao gosto alemão, também designado por "geweihmöbel" ou "antler", introduzido em Portugal pelo rei-consorte D. Fernando II. A primeira referência, em inventário, de uma coleção de hastes remonta ao tempo do Rei D. Carlos (nos seus aposentos, que se situavam no piso inferior ao piso nobre do torreão sul). Em 1904, a Sala da Caça situava-se no hoje chamado Quarto de D. Augusto, e aquela que hoje conhecemos como sala da caça era então a Sala da Música. (Na planta de 1904, no piso inferior, o 2º, a sala abaixo do atual Quarto de D. Augusto, era designada como "sala de passagem” estando passagem rasurado e acrescentado – “anteriormente Sala da Caça"). No arrolamento de 1910 nos "Aposentos de D. Carlos (Pavilhão Sul - 1º Piso)" é referida a existência da "Sala da Caça" com "279 armações de veado e gamo colocadas sobre escudos de madeira", assim como outras peças (um lustre, 3 cabeças de javali embalsamadas, 2 cabeças artificiais de veado, 9 cabeças de veado sem armações). Em 1911, José de Queirós, visando o estabelecimento de um circuito expositivo, transferiu a coleção de hastes para a atual sala. Em maio de 1939, o então Conservador Carlo Manuel da Silva Lopes, reformula o circuito expositivo, mas mantém esta coleção no local, alterando apenas os móveis. Em 1947, Ayres de Carvalho, reformula de novo o espaço expositivo, mas não refere alterações para a Sala da Caça.
Incorporação: Pertencente ao Palácio de Mafra. Nacionalização dos bens da Coroa em 1910 e afetação ao Museu do Palácio de Mafra em 1911.
Exposições
Exposição do Mundo Português, Belém, Lisboa, 1940.