Fuga para o Egito

  • Museu: Palácio Nacional da Pena
  • Nº de Inventário: PNP2856
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Vidros
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 17
  • Técnica: Vidro incolor. Pintura a grisalha, amarelo de prata e esmalte.
  • Dimensões (cm): Alt. 42 x Larg. 32,5
  • Descrição: Painel de vitral composto por vidro incolor com pintura a grisalha, amarelo de prata e esmaltes. Baseado na gravura original de Maarten de Vos datada de 1593 – 1598, representa a cena bíblica da Fuga para o Egito. * * * Esta história, considerada o episódio final da Natividade de Jesus Cristo, é descrita na Bíblia (Mt. 1, 13-15) e no Evangelho Apócrifo de Pseudo Mateus (XVII, 1-2) como o momento em que o rei Herodes, depois de tomar consciência que havia sido iludido pelos três magos do oriente, decide perseguir todas as crianças com idades inferiores a dois anos no seu reino, mandando-as matar com receio de que a criança que os magos procuravam para adoração e que apregoavam como novo rei, lhe tomasse o trono e o poder. É pois nessa noite que José, avisado em sonho por um anjo de Deus, se levanta e toma consigo Maria e o Menino para que juntos fujam para o Egito e de lá não saiam até nova indicação divina. No texto apócrifo o anjo refere que os três devem seguir pelo caminho do deserto. O painel em análise reproduz esta fuga da Sagrada Família para o Egito, ao mesmo tempo que se identificam pormenores referentes à perseguição do rei Herodes. * * * Em primeiro plano, ao lado direito do conjunto, Maria e o Menino montam um jumento dirigido por José à esquerda da composição. Maria, vestida de laranja, enverga uma capa branca de forro verde que lhe cobre a cabeça sob o chapéu, bem como um manto azul de bordadura amarela. Ao colo segura e amamenta o Menino nimbado, apenas embrulhado no manto de sua mãe. * * * José, de faca e bolsa à cinta, traja roupas verdes e manto vermelho, colmatadas por um chapéu ornamentado por uma pena/pluma. O seu olhar recai sobre os seus acompanhantes, mas reforça a importância de seguir o caminho que com a mão direita indica. Na mão esquerda segura um cajado que lhe passa sobre o ombro. * * * À esquerda, o painel é rematado por uma árvore de frondosa copa que contrasta com o tronco seco e sem vida que se ergue do lado direito da composição. No topo deste último, numa espécie de casa amarela de telhado azul, pende uma figura masculina coroada e com cetro/espada. Esta figura poderá representar o Rei Herodes. * * * Em segundo plano, entre as figuras de Maria e José, existe uma planta de deserto com sete alcachofras. Do lado direito, vislumbra-se um campo de trigo com um homem que a ceifar uma seara e uma mulher com um cesto à cabeça. Na linha do horizonte, mais atrás na representação, figuram dois cavaleiros com os respetivos cavalos e espadas. Uma densa nuvem azul e cinza remata a parte superior do painel, conferindo tensão à cena.
  • Incorporação: Transferido após 1910 do Palácio da Necessidas para o Palácio Nacional da Ajuda, onde permaneceu até 1949, quando foi transferido para o Palácio Nacional da Pena.
  • Centro de Fabrico: Países Baixos

Exposições

  • Vidros e Vitrais: um gosto de D. Fernando II - As coleções de vidros e vitrais do Palácio Nacional da Pena

    • Palácio Nacional da Pena
    • 21/9/2011 a 22/6/2017
    • Exposição Física
  • Vitrais e Vidros: Um gosto de D. Fernando II

    • Exposição Online

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