Ressurreição de Cristo

  • Museu: Museu Nacional Grão Vasco
  • Nº de Inventário: 3191
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Desconhecido
  • Datação: Século 18
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Aplicação de folha de ouro
  • Dimensões (cm): Alt. 17,5 x Larg. 15 x Esp. 2,5
  • Descrição: O ícone identificado com o título: “Ressurreição de Cristo” apresenta uma sequência de eventos ligados ao Ciclo da Ressurreição. Na parte superior do ícone, Cristo emerge do túmulo, a corpo inteiro, com um halo amendoado que lhe envolve todo o corpo. À esquerda um anjo sentado junto ao túmulo vazio fala com Maria, Mãe de Jesus, e com Maria, mãe de Tiago, indicando que Cristo havia ressuscitado. Na parte direita representa-se Dismas, o Bom-ladrão, sendo lembrado na Glória de Deus, considerando que se arrependera e que pediu a Cristo que, no momento da crucificação, “… lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. - E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 23,43-44). Na parte inferior do ícone recorre-se a uma tradição apócrifa segundo o Evangelho de Nicodemos, em que Jesus desce ao Hades (o mundo dos mortos da mitologia grega), rebentando as portas do submundo para resgatar a alma dos pecadores arrependidos, estando acompanhado por uma corte de santos, alguns deles identificáveis: à esquerda os Evangelistas, a Virgem e Maria Madalena, libertando-os de uma grande bocarra da morte; à direita uma das imperatrizes instituidoras da paz na ortodoxia (Irene, Eudoxia ou Teodora), o Rei David e um santo ou profeta (não identificado). No canto inferior direito revela-se outro passo da Fé, podendo ser interpretado como a aparição de Cristo a São Pedro junto ao Mar de Tiberias. Lateralmente, na molduração, encontram-se, a corpo inteiro e devidamente legendados: o “Profeta São João” e “Santa Alexandra”.
  • Origem/Historial: Para a constituição da colecção de ícones podem destacar-se três fases: 1- A organização de um núcleo inicial, que teve origem com aquisições realizadas por Sophia Santos Pereira da Gama, mãe da legadora Anna-Maria Pereira da Gama, sobretudo a partir de 1945, data em que realizou uma viagem à Turquia; 2- Uma segunda fase em que Anna-Maria Pereira da Gama reuniu aleatoriamente também alguns espécimes; 3- Uma fase mais recente, após 1995, com a aquisição da maioria das obras por Anna-Maria Pereira da Gama, quer através de antiquários europeus, quer portugueses.
  • Incorporação: Peça proveniente do Legado de Ana Maria Pereira da Gama.
  • Centro de Fabrico: Palech

Bibliografia

  • GORJÃO, Sérgio – Ícones Russos do Legado Pereira da Gama, Viseu, Grupo de Amigos do Museu Grão Vasco, 2013

Exposições

  • Ícones Russos do Legado Pereira da Gama

    • Museu Grão Vasco, Viseu
    • 16/5/2013 a 31/1/2014
    • Exposição Física

Multimédia

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