Omnividência de Deus

  • Museu: Museu Nacional Grão Vasco
  • Nº de Inventário: 3276
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Desconhecido
  • Datação: Século 18
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a têmpera; Aplicação de folha de ouro
  • Dimensões (cm): Alt. 27 x Larg. 22,2 x Esp. 2,1
  • Descrição: Na parte superior da molduração deste ícone encontra-se a intitulação do mesmo: “Olho do Senhor Sabaoth que tudo vê”, que poderia também ser traduzido por “Omnividência de Deus”, “Omnividência do Senhor dos Exércitos” ou ainda por “Panteropto”. Cristo Pantocrator, ao centro, apresenta-se, envolto numa mandorla, na sua plena manifestação de presença e de capacidade de tudo suster. Dele irradia uma expressão luminosa com quatro raios, que separa um segundo anel, com uma trilogia de olhares, autocorrespondentes, que simbolizam o “olho divino”, ou o “olho que tudo vê” (numa tradução mais literal) representativa das Três Pessoas da Trindade. Num terceiro anel simboliza-se todo o Universo, do qual emerge a figura da Mãe de Deus (sinalizada com as suas iniciais gregas) na posição de orante “Virgem do Sinal”, fonte de Vida eterna. Num quarto anel dispõe-se um céu divino, mais profundo e subtil que o próprio espaço físico, povoado por arcanjos. Sobre a figura da Mãe de Deus, também envolta num círculo que lhe define uma dimensão própria, está o Pai, criador e consubstancial ao Filho. Como expressão da luminosidade divina de Cristo encontra-se aos cantos extremos o tretramorfo, ou seja, as personificações simbólicas dos Evangelistas: um anjo, uma águia, um leão alado e um touro alado. No arco do círculo em que se integram estas representações mitológicas, inscrevem-se as seguintes nomenclaturas: sobre o anjo – “Evangelista São Mateus”; sobre a águia – “Evangelista São Marcos”; sobre o leão – “Evangelista São João”; e sobre o touro – “Evangelista São Lucas”.
  • Origem/Historial: Para a constituição da colecção de ícones podem destacar-se três fases: 1- A organização de um núcleo inicial, que teve origem com aquisições realizadas por Sophia Santos Pereira da Gama, mãe da legadora Anna-Maria Pereira da Gama, sobretudo a partir de 1945, data em que realizou uma viagem à Turquia; 2- Uma segunda fase em que Anna-Maria Pereira da Gama reuniu aleatoriamente também alguns espécimes; 3- Uma fase mais recente, após 1995, com a aquisição da maioria das obras por Anna-Maria Pereira da Gama, quer através de antiquários europeus, quer portugueses.
  • Incorporação: Peça proveniente do Legado de Ana Maria Pereira da Gama.
  • Centro de Fabrico: Rússia central

Bibliografia

  • GORJÃO, Sérgio – Ícones Russos do Legado Pereira da Gama, Viseu, Grupo de Amigos do Museu Grão Vasco, 2013

Exposições

  • Ícones Russos do Legado Pereira da Gama

    • Museu Grão Vasco, Viseu
    • 16/5/2013 a 31/1/2014
    • Exposição Física

Multimédia

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