Retrato do VI marquês de Marialva

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 3919
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Domingos António de Sequeira (1768-1837)
  • Datação: 1810/1811
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Óleo
  • Dimensões (cm): Alt. 80 s/ moldura x Larg. 60 s/ moldura
  • Descrição: Retrato de D. Pedro José Joaquim Vito de Meneses Coutinho, VI marquês de Marialva, sentado junto a uma mesa, a pouco mais de meio corpo, fitando o espetador. Traja casaca negra, camisa e lenço brancos. Segura na mão direita um livro e repousa a mão esquerda nas pernas. Na casaca ostenta as insígnias das Ordens de Cristo e de Malta. Fundo neutro e moldura em madeira entalhada e dourada.
  • Origem/Historial: D. Pedro José Joaquim Vito de Meneses Coutinho (1774-1823), VI marquês de Marialva e VIII conde de Cantanhede, foi estribeiro-mor, em sucessão a seu pai, avô e bisavô. Desempenhou, entre outros cargos, o de embaixador de Portugal em Paris, tendo igualmente sido encarregue das negociações do casamento do príncipe D. Pedro, futuro D. Pedro IV, com D. Leopoldina. O VI marquês de Marialva morreu solteiro, em Paris, pelo que os títulos passaram à descendência de sua irmã D. Henriqueta, duquesa de Lafões por casamento. Tal explica ter o presente retrato integrado a coleção dos duques de Lafões, sendo proveniente do Palácio do Grilo, em Xabregas, Lisboa (cf. doc. associada). Foi adquirido pela Parques de Sintra para integrar o acervo do Palácio Nacional de Queluz, encontrando-se presentemente exposto na Biblioteca de Arte Equestre D. Diogo de Bragança, VIII marquês de Marialva. Conhece-se um retrato idêntico (replicado deste ou vice-versa) no Museu da Confraria do Bom Jesus do Monte, Braga (cf. doc. associada). Foi enviado em 1811 à Mesa da Confraria por Pedro José da Silva, em conjunto com outra pintura de Domingos Sequeira relativa à construção daquele templo (cf. cat. expo. Sequeira, um português na mudança dos tempos, p. 114). Rico comerciante de Lisboa, Pedro José da Silva (1758-1834) foi mesário da confraria, amigo de Domingos Sequeira e procurador do marquês de Marialva. Quando, em 1808, Sequeira foi preso, vinha de um jantar em casa do marquês onde também esteve Pedro José da Silva. HX
  • Incorporação: Adquirido pela Parques de Sintra - Monte da Lua, S. A., a Afonso Caetano de Barros e Carvalhosa de Bragança (Lafões), por intermédio de Pedro Maria de Alvim (Cabral Moncada Leilões), 2015. Nº de Ordem 1 de 2015
  • Centro de Fabrico: Portugal

Bibliografia

  • CAT. - Sequeira, 1768-1837, um Português na mudança dos tempos, Museu Nacional de Arte Antiga (Janeiro a Março 1997): Instituto Português de Museus, 1996
  • Telles, Patrícia - Retrato entre baionetas: prestígio, política e saudades na pintura do retrato em Portugal e no Brasil entre 1804 e 1834. Tese de doutoramento. Universidade de Évora, 2015

Multimédia

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