Descrição: Prato em faiança, em tons de amarelo e azul. Fundo em tons de amarelo claro, com roseta ao centro, delimitada por círculo azul, apresentando quatro cenas de animais, nomeadamente um gato, um cão, um coelho e novamente um cão, entre a vegetação. A separação fundo/aba é feita por um motivo encordoado em azul e amarelo e a aba é recortada com caneluras, de bordo relevado, alterando entre o azul e o amarelo.
Origem/Historial: Integrou as coleções reais, tratando-se de um dos primeiros exemplos conhecidos da atividade de D. Fernando II enquanto pintor cerâmico (1876). Apresenta no verso, ao lado da marca incisa de Manuel Mafra, o característico monograma/assinatura do monarca F e C sobrepostos [Fernando Coburgo] seguidos da palavra "fez" (utilizará mais frequentemente o f. de fecit), a data, 1876, e o local de execução, "Caldas". É portanto uma peça produzida na oficina do seu protegido, durante uma estadia naquela localidade termal, e que reflete ainda algum amadorismo quando comparada com realizações posteriores, numa certa imprecisão das cenas representadas, provável resultado também da cozedura. Num álbum adquirido para o Palácio Nacional da Pena, identificou-se o estudo preparatório para o prato, com um esquema geral compositivo da decoração e as quatro cenas com animais na promenorizadamente desenhadas ao lado, revelando o cuidado posto pelo monarca na execução da peça (Xavier, 2016: 76-77).
Incorporação: Depósito do Palácio Nacional de Queluz por ocasião da exposição "Fernando Coburgo fecit: a atividade artistica do rei-consorte", 2016
Centro de Fabrico: Caldas da Rainha
Bibliografia
XAVIER, Hugo - "Um artista em constante experimentação: o apelo da cerâmica". Fernando Coburgo fecit: a atividade artística do rei-consorte (cat. expo.), Sintra, PSML, 2016
Exposições
Fernando Coburgo fecit - A actividade artística do rei-consorte