Retrato do Senhor Francisco de Coimans

  • Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
  • Nº de Inventário: ME 23
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Autor desconhecido (Desconhecido)
  • Datação: 1661
  • Suporte: Cobre
  • Técnica: Óleo
  • Dimensões (cm): Alt. 13,4 x Larg. 10,4
  • Descrição: Retrato de meio corpo, inscrito numaeverso, alegoria à morte. O retrato encontra-se inscrito num campo oval, com uma pequena cercadura courada e na parte superior tem a legenda: "Senhor, Francisco de Coimans", um motivo floreado e "Anno 1661", tudo pintado em dourado. O rosto, cujo olhar se dirije de frente para o espectador com um ar firme, é comprido e cheio, de lábios grossos, nariz direito, olhos grandes e sobrancelhas altas. Tem um bigode fino e pequena barba no centro do queixo, castanhos claros. O cabelo, no mesmo tom de castanho, está dividido ao meio e cai num ondulado suave até altura dos ombros do lado direito e, do lado esquerdo, sobre o peito. Veste uma casaca negra, debruada a vermelho escuro e com enfeites dourados, com uma grande gola branca, quadrada, debruada a renda. Ao pescoço, um grosso cordão dourado do qual pende a Ordem de Cristo. Dentro do campo oval no qual se inscreve o retrato, o fundo parte de um tom cinzento escuro, á esquerda, e vai aclarando até um tom de cinzento, quase verde, á direita. Na cercadura em volta, o fundo é preto. No reverso, ao centro, ladeada por duas colunas, uma banqueta coberta com um pano vermelho escuro debruado a dourado. Sobre a banqueta encontra-se uma caveira com uma coroa de louros sobre dois ossos dispostos em cruz. Da coluna do lado direito, parte uma corrente que prende uma âncora que se encontra no chão sobre a margem do pano que cobre a banqueta. Da Argola que prende a corrente parte, também, um pequeno fio dourado que vai dar à palavra "Dianna", também pintada a dourado. A cruz e a âncora estão pintadas em preto e dourado. Pairando por cima da caveira, dispostos em semi-círculo, quatro olhos. Por cima destes, numa cartela roxa, em letras douradas, a inscrição: "la Crudelta della morte non è Bastante / à Stingure la memoria Constante". O fundo é um céu pintado em azul e branco. Na parte superior, uma série de nuvens, que se vão dispondo em círculos e que vão passando de cinzento para uma zona mais clara, em cor de rosa, até um centro de luz em amarelo, dentro do qual se encontra um olho.
  • Origem/Historial: Esta miniatura pertenceu á colecção da Biblioteca Pública de Évor a qual, a partir de 1 de Março de 1915, passou a integrar a colecção do Museu de Évora
  • Incorporação: Transferência da Biblioteca Pública de Évora

Bibliografia

  • ESPANCA, Túlio - Inventário Artístico de Portugal, VII, Concelho de Évora, vol. I. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Art, 1966
  • Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola. Lisboa: 1882
  • PEREIRA, Gabriel - Estudos Eborenses, I, 2ª ed. Évora: Edições Nazareth, 1947
  • PEREIRA, Gabriel - Estudos Eborenses, II, 2ª ed. Évora: Nazareth, 1948
  • VEIGA, Alfredina de Jesus da Cunha, Estudo Arqueométrico de Pinturas a Óleo sobre cobre dos séculos XVII/XVIII do Museu de Évora, Tese apresentada à Universidade de Évora para obtenção do Grau de Doutor em Química, Évora, Dezembro 2015
  • PINTO, Ricardo Fernando; Espelhos de tempo, Imagens da alma. Olhares sobre alguns retratos e miniaturas do Museu de Évora, Évora 2014

Exposições

  • Exposição de Arte Ornamental Hespanhola e Portuguesa

    • South Kensington Museum, Londres
    • Exposição Física
  • Exposição de Artes Ornamentais Portuguesas e Espanhola

    • Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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