Tampa do túmulo de Rui da Grã e de sua mulher Inês Correia

  • Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
  • Nº de Inventário: ME 1787
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1520/1530
  • Dimensões (cm): Alt. 249 x Larg. 126
  • Descrição: Tampa de sepultura rasa, no centro estão dois brasões de armas insculpidos: o de Rui Grã e o de sua mulher (Correias). As armas do Brasão do Rui Grã são: uma águia estendida, de vermelho; o da esposa (lado esquerdo) esquartelado tem as armas dos Correias no segundo e terceiro imbutidas numa águia, de ouro fretado de seis peças. A inscrição em caracteres góticos muito cuidados está junto à orla e a toda a volta.
  • Origem/Historial: Tampa de sepultura rasa do chanceler de D. João II e de D. Manuel, com uma pedra de armas dos Grãs e Correias aberta no tipo califrado. É originária do Convento do Paraíso, onde estava numa capela do coro de baixo. Esta porém não continha os restos mortais do chaceler, estes apareceram numa parede grossa e transversal. Ainda segundo António Francisco Barata (1903: 23) uma outra tampa de sepultura, essa de Rui de Grã localizava-se no mesmo convento, mas numa capela colateral à capela-mor (Barata, 1903: 15), actualmente identificada com o número de inventário (ME 1884). Passou a integrar a colecção de arqueologia da Biblioteca Pública de Évora no ano de 1902, conforme o documento do conservador António Francisco Barata, datado de 29 de janeiro desse mesmo ano (Biblioteca Pública de Évora, ofício 287), publicado por Túlio Espanca (1973: 20-21) Os Grã são uma família de origem italiana, que procede de D. Vivaldo Vivaldi, cavaleiro da família dos Vivaldis da República de Génova, o qual passou em 1257 para Lisboa fugindo à perseguição de Simão Boca-Negra. D. Vivaldo Vivaldi casou com uma senhora chamada D. Inês, que enviuvando, fundou o Mosteiro de Santa Clara em Lisboa. Tiveram por filho D. João Vivaldi, pai de Estevão Anes que descobriu a grã e o modo de a benificiar, pelo que passou a ser conhecido por Estêvão Anes da Grã. A alcunha passou a ser apelido dos seus descendentes, os quais abandonaram o o nome de família.
  • Incorporação: Biblioteca Pública de Évora

Bibliografia

  • Armorial Lusitano: Geneologia e Heráldica. Lisboa: 1961
  • BARATA, António Francisco - Catalogo do Museu Archeologico da Cidade de Evora. Lisboa: Imprensa Nacional, 1903
  • ESPANCA, Túlio - Inventário Artístico de Portugal, VII, Concelho de Évora, vol. I. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Art, 1966

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