Técnica: Latão levantado, recortado e cinzelado; ferro forjado; vidro.
Dimensões (cm): Alt. 71 x Diâm. c. 17
Descrição: Par de lanternas para carro setecentista, constituídas por haste, tambor e três discos de remate. A haste subdivide-se em quatro segmentos distintos:
base, dois cilindros sobrepostos (o primeiro em latão e o segundo em ferro) e remate. A base, semiesférica, é encimada por três anéis, dois dos quais
com decoração fito mórfica relevada. O primeiro cilindro apresenta, na extremidade inferior, um friso de palmetas relevadas, e na superior, folhas
de acanto suspensas de filacteras. O remate, progressivamente mais largo, forma dos anéis de diferentes diâmetros com decoração de óvulos no anel
inferior e de motivos vegetalistas no superior.
Na zona de transição da haste para o tambor, uma cercadura circular de tipo sanefa, constituída por aletas e concheados. No tambor, rasgam-se três vãos
retangulares fechados por placas de vidro, com molduras em latão decoradas com motivos vegetalistas; o maior destes segmentos é articulado, servindo
de portinhola.
Os três discos de coroamento, dispostos por ordem decrescente de tamanhos, são abaulados e decorados com motivos fito mórficos recortados. No primeiro disco, um friso de palmetas e aletas, no segundo, palmetas alternando com pequenas folhas, e no terceiro, óvulos relevados. Os discos estão interligados por cilindro vazado, que sustenta toda a estrutura.
O conjunto é sobrepujado por esfera oca, circundada por óvulos relevados.
Origem/Historial: Muito provavelmente estas lanternas procedem do Paço Real de Mafra. Será
ainda lícito concluir que terão pertencido a uma carruagem inglesa, já que
apresentam afinidades formais com outras acopladas a carros do acervo do
M.N.C.
Incorporação: Paço Real de Mafra ?
Bibliografia
Relação dos Objectos que Constituem Bens da Coroa e que Achando-se a Cargo da Repartição das Reais Cavalariças foi Entregue ao Museu Nacional dos Coches, em 3 de Setembro de 1908 (MNC - Doc. 3619). Lisboa: 3 Set 1908