Correia de Arreio de montada de Caça, Mexicano (rural)

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 3168
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 19
  • Dimensões (cm): Comp. 166,5 x Larg. 7,5 / 12 (s/ e c/ franja)
  • Descrição: Arreio de montada de Caça, Mexicano (rural). Correia em flanela azul escura bordada e franjada a seda e forrada a linho cru. É rematada por duas placas retangulares em couro preto envernizado e pespontado, uma das quais com presilha do mesmo material e a outra prolongada por uma fina correia de couro castanho, com passadeira e fivela quadrangular em ferro. As tiras de couro negro apresentam-se muito danificadas, com falta de tinta e estaladas. A tira de flanela é decorada com motivos florais bordados a seda amarela, castanha, verde e vermelha, parte dos quais desaparecidos. A franja creme, aplicada de ambos os lados da tira, está incompleta e a desfazer-se.
  • Origem/Historial: A sela mexicana é caracterizada pelo aspecto pesado e riqueza decorativa, tendo maiores afinidades com a sela árabe do que com a andaluza, inclusive no princípio construtivo. É revestida de couro de vaca, repuxado e gravado, com ornatos em prata cinzelada. Para a estrutura, o cacto é o material eleito pois, depois de seco é extremamente resistente ou mesmo inquebrável. Os estribos que acompanham esta sela são geralmente em forma de "U", sendo a soleira revestida de couro bastante espesso de modo a aumentar a aderência. Contudo, o México conheceu - e conhece ainda hoje - outros tipos de estribos, nomeadamente o "estribo-chinelo" que não só protege o pé do cavaleiro como evita que o animal se fira nos espinhos dos cactos, uma vez que o cavaleiro o coloca numa posição avançada em relação ao peitoral da montada. A cabeçada é muito simples: testeira, uma correia para a orelha esquerda e duas faceiras com ganchos de ligação ao freio. Este, é constituído por canhões sem montada e as cãimbas ligam-se às rédeas por meio de correntes com cerca de 30 cm de comprimento. O México é considerado o maior produtor de prata do mundo, com cerca de 40% da produção total, situando-se as jazidas no planalto, sobretudo na parte meridional. Graças às avultadas encomendas de peças em prata feitas pela Igreja, a ourivesaria sul-americana conheceu o seu período áureo no século XVIII, findo o qual entrou em declínio, passando a prata a ser então utilizada em peças utilitárias, tais como arreios de cavalaria.
  • Incorporação: Palácio das Necessidades por ordem de D. Carlos I.

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