Descrição: Num canto de jardim, junto de uma uma parede de tijolos com vários vasos de flores pendurados, no fundo, e canteiros floridos no chão, está uma senhora sentada, de perfil virado para a esquerda, baixando o olhar e segurando na mão esquerda uma paleta e pincéis. Na mesma direcção, junto do canto inferior esquerdo, vê-se a caixa das tintas encostada a um florido vaso de gerânios. Loureiro retrata neste quadro a sua noiva, australiana, jovem estudante de pintura como ele, junto da qual iria viver em Melbourne até 1904, data em que decide regressar ao Porto, durante a sua 2ª crise nervosa, instalando a partir daí um atelier-escola no Palácio de Cristal.
Origem/Historial: Em 1882, Loureiro era aluno de Alexandre Cabanel na Escola de Belas-Artes de Paris, juntamente com Sousa Pinto e Henrique Pousão. Oferecido ao antigo Museu Real de Belas Artes e Arqueologia (que antes da República englobava MNAA e MNAC) pelo Conde de Almedina em 1898 e integrado no MNAC em 1912.
Incorporação: Museu Nacional de Arte Antiga
Bibliografia
BURITY, Braz - "Notas artístico-biográficas". In Catálogo da Exposição de pintura de Arthur Loureiro. Lisboa: SNBA, 1920
MACEDO, Diogo de - "A Arte nos séculos XIX e XX". In BARREIRA, João, dir. - Arte Portuguesa: Pintura. Lisboa: Edições Excelsior, s/d
MACEDO, Diogo de - Marques d' Oliveira e Artur Loureiro: Dois naturalistas. Colecção Museum. 2ª série, nº 1. Lisboa: MNAC, 1953
Malhoa e Bordalo: Confluências de uma geração. Lisboa: IPM/ Museu de José Malhoa, 2005
MATIAS, Maria Margarida - "O naturalismo na pintura". In RIO-CARVALHO, Manuel, dir. - História da Arte em Portugal: do Romantismo ao fim do século. Vol. 11. Lisboa: Alfa, 1986
PAMPLONA, Fernando de - Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal. Vol. 2. Lisboa: 1956