Descrição: Grupo alegórico que integra o pedestal do Monumento a Carvalho Araújo em Vila Real. Fernando de Pamplona (Ops. cit., 1943 e 1954) pensa numa influência de Rodin nas musculaturas dos dois lutadores semi-nus, que se agarram ferozmente, mas a influência mais directa e nítida está em Lisboa, nos atlantes do pedestal do Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Avenida da Liberdade, de Maximiano Alves. O grupo de dois lutadores, onde facilmente se reconhece um lusitano, de cabelo espesso e grande, e o huno, careca, simboliza a luta encarniçada entre Portugal e a Alemanha na Primeira Guerra Mundial, assim como também presta um tributo à coragem e heroicidade do comandante da canhoeira "Augusto de Castilho", que envolvendo-se na luta inglória e suicida contra um submarino alemão (que afundou a canhoeira em poucos minutos), conseguiu no fundo salvar o paquete "S. Miguel", que rumava a todo o vapor do Funchal para Ponta Delgada. Os poucos marinheiros sobreviventes aportaram poucas horas depois às praias da ilha de Santa Maria, num salva-vidas.
Incorporação: Família do artista
Bibliografia
FRANÇA, José-Augusto - A arte em Portugal no século XIX. Vol. 2. Lisboa: Bertrand, 1967
PAMPLONA, Fernando de - Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal. Vol. 1. Lisboa: 1954
PAMPLONA, Fernando de - Um século de pintura e escultura em Portugal (1830-1930). Porto: Livraria Tavares Martins, 1943
Exposições
In Memoriam do escultor Anjos Teixeira (1880-1935)