São João Evangelista

  • Museu: Museu Nacional Grão Vasco
  • Nº de Inventário: 1013
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Dimensões (cm): Alt. 106 x Larg. 47 x Prof. 34
  • Descrição: Escultura de madeira, de vulto pleno, em contraposto, apoiada na perna direita. Assente em base integrada poligonal, de faces centrais côncavas e curvas, elaborada com o mesmo tipo de madeira. Representa São João, Evangelista, de corpo inteiro, de pé, descalço, pé esquerdo em descanso sobre uma águia. É uma escultura volumosa, representando um jovem sem barba, de cabelos ondulados e longos. Veste túnica cingida na cintura e manto de pregas largas e assimétricas. Segura na mão esquerda um livro aberto e na mão direita, com falha de alguns dedos, uma pena, em falta. Tem a cabeça ligeiramente inclinada na direcção do livro, como quem está a escrever.
  • Origem/Historial: A primeira referencia a este objecto surge em 1921, na publicação "Museu Regional de Grão vasco. Catalogo e Guia Sumario.", de Francisco de Almeida Moreira, na pagina 19, no capitulo dedicado à escultura de madeira: "Seis esculturas representando os Apostolos S. Pedro, S. Paulo, S. Marcos, S. João Evangelista, S. Mateus e S. João Baptista.Boa talha, seculo XVIII, madeira prateada."A atribuição da designaçao de S. João Baptista a S. Lucas podera ter-se tratado de uma classificação incorrecta, de um lapso ou erro de impressão. A referencia a madeira prateada aparece tambem no Inventario de 1931, nºs 740 a 745: "Seis esculturas de madeira prateada representando os Evangelistas e os Apostolos S. Pedro e S. Paulo", e no Livro de Cadastro de 1940 com os nºs de inventario 1314 a 1319 (6):"Esculturas de madeira prateada respresentando os Evangelistas" (incorrecção na generalização do termo "evangelistas" a todos os apostolos). Na Separata da Revista Panorama, nº 24, IV serie, 1967, reproduzida a p.b. na pagina 20, onde a legenda tecnica refere: "Madeira policromada" embora não se consiga vislumbrar vestigios de policromia na fotografia. Actualmente, a policromia antigamente mencionada não e visivel na escultura, mas antes vestígios de carnações no rosto. Esta peça esteve em exposição permanente desde finais dos anos 60 no Museu de Grão Vasco.
  • Incorporação: Fundo Antigo

Bibliografia

  • MOREIRA, Francisco de Almeida - Museu Regional de Grão Vasco, Catálogo e Guia Sumário, Porto, Edição do Autor, 1921
  • Revista Panorama, Nº. 24, IV série: 1967
  • RODRIGUES, Dalila - Roteiro do Museu Grão Vasco. Lisboa: IPM/ASA, 2004

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