Descrição: No meio da penumbra destaca-se uma figura feminina, que nos olha frontalmente e coloca uma mão sobre a chaleira de cobre que brilha perto de um prato onde se vislumbra um limão.
Num registo intimista, Columbano pinta aqui um momento do quotidiano, em que uma mulher (provavelmente a sua) verifica a água que ferve numa chaleira de cobre. Os tons escuros que aqui emprega são atenuados pelos brilhos metálicos dos objectos e pelo amarelo do limão, que consegue captar a nossa atenção. A maneira como compõe os elementos reporta-nos fugazmente para o ideário de natureza-morta, atenuado pela presença feminina que nos sustem o olhar, e nos remete assim para os próprios limites de uma natureza-morta.
Este quadro foi adquirido a Columbano em 1926, por certo através da perseverança de Almeida Moreira, uma vez que era bem conhecida a dificuldade do pintor em se separar das suas obras.