Cálice

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 598 Our
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (Ourives)
  • Datação: Século 14
  • Técnica: Prata dourada, fundida, cinzelada, relevada, incisa e puncionada
  • Dimensões (cm): Alt. 20,4 x Diâm. 8,9 (copa), 13,3 (base)
  • Descrição: Cálice em prata dourada, de base polilobulada alteada por filete duplo e friso perlado A superficie é dividida em seis reservas, com decoração relevada, representando ramos de alcachofras em flor sobre fundo puncionado. A haste sextavada, sem qualquer tipo de decoração, é quebrada no seu terço inferior por duplo anel sextavado. O nó em forma de calote esférica achatada nos polos é preenchido por um duplo friso de folhas sobre um fundo puncionado sendo decorado por seis engastes losângulares salientes em cujas faces, sem douradura, alternam monogramas incisos em negativo, com as segintes inscrições: PO + ; IHS, bem como, com as Armas de Portugal. A copa é totalmente lisa sem qualquer tipo de decoração.
  • Origem/Historial: Tendo dado entrada no MNAA com a vaga referência de ter pertencido a uma Igreja do concelho de Loures, crê-se que este cálice provenha, na realidade, do Convento de Odivelas, visto ter sido registado no livro de entradas do MNAA no meio de uma sequência de peças que vieram do dito cenóbio. Os monogramas que preenchem os losângulos, destribuidos ao longo do nó, puderam ajudar a perceber quem foi o doador desta peça. O monograma Po+ associado às Armas de Portugal, aponta-nos somente para duas hipóteses. Uma que terá a ver com o Infante D.Pedro ( isto se considerarmos a obra datável do século XV); e uma segunda hipótese em que o doador seria o rei D.Pedro I. A primeira tese é, sem dúvida, a mais difícil de provar pois, à partida, o escudo de Portugal deveria apresentar a diferença típica das armas dos filhos segundos. A segunda parece mais provável e lógica, ditando assim que o cálice terá sido executado ainda no século XIV (como aliás parece indicar o facto desta peça ainda não ter falsa copa e apresentar proporções algo atarracadas para o século XV). Neste caso, sempre seria o neto de D.Dinis a fazer a doação ao Convento de Odivelas. Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. Colecção de Ourivesaria, Do Românico ao Manuelino, IPM, 1995.
  • Incorporação: Igreja do Concelho de Loures
  • Centro de Fabrico: Portugal

Bibliografia

  • DIAS, Pedro - "As Artes Decorativas-Ourivesaria", in História de Arte em Portugal- O Ghótico (dir. Pedro Dias). Lisboa: Edições Alfa, 1986
  • COUTO, João - "Os cálices na Ourivesaria Portuguesa do Século XII ao XVIII" (Conferência proferida no 2ºCongresso dos Ourives Portugueses, 1926), in Esmeralda, nºs 24 a 30. Porto: 1927
  • CAETANO, Joaquim de Oliveira - "A evolução tipológica dos cálices Medievais e Manuelinos", in Inventário Nacional do Museu de Arte Antiga, Colecção de Ourivesaria, 1 volume, Do Roânico ao Manuelino. Lisboa: I.P.M., 1995
  • COUTO, João; A.M.Gonçalves - "A Ourivesaria em Portugal". Lisboa: Livros Horizonte, 1960
  • Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. Colecção de Ourivesaria, 1º volume, do Românico ao Manuelino. Lisboa: IPM, 1995
  • COUTO, João - "Ourivesaria Potuguesa, in Portugal, Exposição Portuguesa em Sevilha. Lisboa: 1929

Exposições

  • Exposição cultural da Época dos Descobrimentos

    • Sevilha
    • Exposição Física
  • Aux Confins du Moyen-Age,Europália 91

    • Gent
    • Exposição Física
  • Exposição de Ourivesaria Portuguesa dos séculos XII ao XVII, Com.Nac. de 1940.

    • Coimbra
    • Exposição Física
  • Exposicion Portugal en el medievo de los Monasterios a la Monarquia.

    • Madrid
    • Exposição Física

Obras relacionadas

Multimédia

  • 4577.JPG

    Imagem
  • 39099.jpg

    Imagem