Descrição: Sobre um fundo com cortina adamascada e num compartimento com chão de ladrilho, Cristo surge no exacto centro da composição com os pés e braços atados a uma coluna. A seus pés, do lado esquerdo e direito, repousam dois chicotes, instrumentos de flagelação. O trabalho do panejamento branco, de estilo Van der Weydiano, e alguma dureza de traços conferem-lhe um carácter arcaizante (cf. historial).
Origem/Historial: A pintura terá sido adquirida em Coimbra, em 1911, por um avô de Maria José de Melo Lobo de Vasconcello , num leilão de obras provenientes do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra.
Num artigo de 1973 Vitor Serrão e António Martinho Baptista (cf. bibliografia) relacionam a pintura com com tábua de Nuno Gonçalves existente no Convento da Trindade de Lisboa, elogiada por Francisco de Holanda, mas entretanto desaparecida, hipótese hoje abandonada.
A inspiração na gravura "Cristo das Dores" Albrecht Durer (cf. doc. associada) situam a sua execução já no século XVI.
Incorporação: Adquirido a Maria José de Melo Lobo de Vasconcellos, 1969.
Bibliografia
PORFÍRIO, José-Luís - Pintura Portuguesa Museu Nacional de Arte Antiga/Portuguese Painting National Musuem of Ancient Art. Lisboa: Quetzal Editores, 1991
Obras em Reserva. O Museu que não se vê. Lisboa: 2016
SERRÃO, Vítor, e BAPTISTA, António Martinho, 1973. «O retábulo do Convento da Trindade», Revista Municipal. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, n.º 138 139