Descrição: Prato de porcelana branca moldada, com decoração pintada em tonalidades de azul de cobalto. Aba ligeiramente canelada. Ao centro, com pouco rigor de representação, o brasão das armas dos Pinto, mais concretamente de Manuel Álvares Pinto.
A decoração da aba é composta, do centro para o exterior, por uma faixa com motivos geométricos concêntricos; por oito painéis dispostos radialmente, preenchidos por densa vegetação, delineados por frisos contra curvados e por motivos geométricos em quadricula com flores estilizadas.
O tardoz da peça apresenta ligeira decoração a azul de cobalto, com dois delicados pedúnculos com flor.
O contraste que se observa entre a segurança da execução dos motivos de inspiração chinesa e a dureza do desenho da representação heráldica, apontam para uma peça em que claramente denotamos a manufactura da decoração por mais do que um pintor.
Origem/Historial: Existe outra peça semelhante na Fundação Oriente em Lisboa, e outro conservado na Colecção Mottaehedeh em Nova Iorque.
* Forma de Protecção: classificação;
Nível de classificação: interesse nacional;
Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas;
Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro;
Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
Incorporação: Aquisição, José Queiroz, 1915
Bibliografia
CASTRO, Nuno - "A Porcelana Chinesa e os Brazões do Império". Porto: Civilização, 1987
Exposições
Portugal na Índia, na China e no Japão. Relações Artísticas