Ara epigrafada

  • Museu: Museu da Guarda
  • Nº de Inventário: 1614
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 2
  • Dimensões (cm): Alt. 53,5 x Larg. 28,5
  • Descrição: Ara em granito de grão grosseiro, bastante erosiada. Tem moldura simples, com soco e cornija salientes. Tanto a base como o capitel foram desbastados aquando do seu reaproveitamento. Apresenta do lado esquerdo do capitel uma concavidade (tipo escória) que, se não admitirmos a possibilidade de estar inacabada, terá sido feita aquando do reaproveitamento , a não ser assim, teria capitel exageramente alto. Restos de massa do lado direito e, principalmente do lado esquerdo. Dimensões: 15 X 24(?) X 20 22,5 X 20 X 17,5 16 X 24(?) X 23 Campo epigráfico: 22,5 X 20. LAEPO / V(otum). S(olvit). / BASSV / S VIRIA / TI. F(ilius). Basso, filho de Viriato, cumpriu o voto a Lepo. Altura das letras muito irregular: I 1:3,6/4,5, aumentando de L a P (O=3); 1.2: V=3,2 e S=3,7; 1.3:4/4,7, aumentando de B a V; 1.4:3,7/3, diminuindo de S a I, (A=4); 1.5:3,2. Espaços (irregulares):1:O; 2:2 em V e 1 em S; 3:0,5 em A, e 1,5 em V; 4: o,7; 5:1,2/0 (a base do A fica ao mesmo nivel que o topo das letras da ultima linha); 6:0. A ordinatio, bastante deficiente, parece poder atribuir-se a dois momentos diferentes: 1º - inicialmente a gravação do teónimo, seguida de imediato da fórmula dedicatória. 2º - a gravação posterior da identificação do dedicante. De facto e mais vulgar o formulário da dedicatória aparecer no final do texto, pelo que, neste caso, talvez o monumento tivesse já gravadas as duas primeiras linhas enquanto se esperava um comprador - o que vem confirmar a existência de uma oficina local, pois só assim se compreende que, depois de se ter tido a preocupação de colocar a fórmula segundo um eixo de simetria, não se tenha procedido de igual modo com o resto do texto, nitidamente alinhado à esquerda. Não se obedeceu à divisão silábica (I.3/4). Ductus muito irregular; os SS são esguios e inclinados para a direita; o O redondo, é bastante mais pequeno que as letras anteriores; o B tem a pança inferior mais pequena. S é vulgar E=II, já e o mesmo se não pode dizer de F= I. Como Bassus é vulgar entre os cognomina latinos, e Viriatus é cognome próprio da região "Lusitana" estamos perante mais um caso de romanização da população indigena.
  • Origem/Historial: Doação de Andrade Pissarra, proprietário da Quinta de S. Domingos - Pousafoles do Bispo - sabugal, onde se encontrava a ara. De notar que esta quinta fica situada no sopé do Cabeço das Fráguas onde existe uma inscrição rupestre e os vestigíos de um castro. É provavel que aí tenha existido uma oficina epigráfica. Desenhada em 14 de Junho de 2006 para o projecto de Investigação do Cabeço das Fráguas (Guarda). Projecto realizado pelo Instituto Arqueológico Alemão em colaboração com a Universidade de Lisboa e a Câmara Municipal da Guarda. Projecto desenvolvido de 12 a 23 de Junho de 2006. Fotografada a 2 de Abril de 2007 pelo Instituto Arqueológico Alemão de Madrid.
  • Incorporação: Andrade Pissarra.
  • Centro de Fabrico: Oficina Regional Epigráfica.

Bibliografia

  • Boletim Municipal de Sabugal. Sabugal: Ano I ; Nº. 4. Out..
  • CURADO, Fernando Patricío - Ficheiro Epigráfico Nº. 7. Coimbra: Inst. Arqueologia da Universidade de Coimbra., 1984
  • Roteiro do Museu da Guarda: Instituto Português de Museus / Museu da Guarda, 2004.

Exposições

Multimédia

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