Descrição: Alegoria do Trabalho com a representação de uma figura masculina em tronco nú apenas coberto pelo ombro esquerdo com umas vestes curtas formando drapeado e deixando braços e pernas à vista. Cabelos ondulados e bigode fino. Na sua mão direita a figura agarra num maço de pedreiro. Perna esquerda fletida e apoiada num pequeno degrau. Na base, de forma quadrada, vê-se um instrumento agrícola.
Origem/Historial: Fundição mandada executar em 1959 através do Fundo João Chagas. Este fundo resultou de uma doação ao Estado feita em 1941 por Maria Teresa Chagas, em memória de seu marido, o republicano João Pinheiro Chagas. Consistiu no rendimento líquido de um prédio no Estoril que passaria a ser destinado à aquisição de obras de arte e melhoramentos em benefício do Museu Nacional de Soares dos Reis.
O modelo em gesso foi destinado a uma encomenda do canteiro Moreira Rato e teria figurado em cortejos comemorativos do 1.º de Maio, em Lisboa. O referido modelo veio transferido do Museu Nacional de Arte Contemporânea em 3 de Março de 1938 (87 Esc MNSR).
Incorporação: Fundição realizada através do Fundo João Chagas, que reproduz o modelo em gesso de 1876.
Bibliografia
SANT0S, Paula M. Mesquita Leite - "Escultura". In Museu Nacional de Soares dos Reis. Roteiro da Colecção. [s.n.]: IPM, 2001, pp. 94-117.
SANTOS, Paula M. Mesquita Leite - “Biografia e Inventário de Escultura, Desenho e Pintura”. In Soares dos Reis: Memória e Reconhecimento (cat. exp. MNSR coord. Mónica Baldaque e Bernardo P. Almeida). IPPC, 1988, pp. 13-113.
SANTOS, Paula M. Mesquita Leite - “O autor do Desterrado. Biografia de Soares dos Reis (1847-1889)”. Museu. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, IV série, n.º 17 (2008-2009), pp. 9-63.