Descrição: Pintura, figurando «A Morte de Orfeu pelas Ménades», narrado nas Metamorfoses de Ovídio (Livro XI, 1-84).
As Ménades, segundo a mitologia clássica, eram as Ninfas que alimentaram o deus Dionísio/Baco e conhecidas como as Bacantes divinas. Inspiradas pela embriaguez cantam e dançam freneticamente até serem possuídas por um êxtase místico. Representam-se nuas ou vestidas com véus ligeiros que mal lhes simulam a nudez. Em grupo de nove, dançam coroadas de hera e trazem na mão um tirso, por vezes um cântaro, ou então tocam um instrumento como uma flauta de dois tubos ou um tamborim.
A composição é dominada pela agitação e movimento de um grupo de Ménades, que se dirigem para o extremo direito da pintura, onde se encontra Orfeu, no chão, adormecido. Descalças, vestem vestidos ligeiros e os cabelos apanhados e guarnecidos por grinaldas. Da esquerda para a direita, a primeira das mulheres, de perfil, com um peito descoberto, figura num caminhar silencioso que é acompanhado pelo indicador junto dos lábios, indicando o sono de Orfeu; a segunda, com o corpo frontal, a cabeça voltada para a esquerda e um dos braços estendidos no sentido oposto, aponta a figura caída por terra; a terceira, inclinada sobre Orfeu. Desnudo, possui um panejamento enrolado em volta da cintura a cobrir-lhe a nudez. Por trás, duas Ménades com os braços erguidos, uma erguendo um violino e a segunda, agarra, vigorosa, um tirso, preparando-se para deferir o golpe. À esquerda, em segundo plano, figura um episódio secundário, onde se aglomeram diversas figuras em vigorosa agitação de braços erguidos.
Incorporação: antigo Paço Episcopal de Lamego
Centro de Fabrico: Roma
Bibliografia
GRIMAL, Pierre - Dicionário da Mitologia Grega e Romana. Lisboa: Difel, 1992
Exposições
Finalistas da Escola Artística e Profissional Árvore