Turíbulo

  • Museu: Museu de Lamego
  • Nº de Inventário: 231
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: TC (Tomás Correia) (Ourives)
  • Datação: 1675/1700
  • Técnica: Dourada, fundida, relevada, cinzelada e vazada
  • Dimensões (cm): Alt. 19 x Diâm. (base)8,3
  • Descrição: Turíbulo com base circular alteada, recipiente periforme, opérculo em forma de cúpula, remate alteado em dois registos sobrepujados por argola de suspensão e disco circular. A base moldurada é composta por um friso decorativo de godrões encimado por estrangulamento liso. O recipiente é decorado por renque de folhas estilizadas na parte inferior e por friso de godrões, interrompido por três mascarões e sobrepujado por estrangulamento moldurado na parte superior. O bordo, com três aletas, repete a decoração de godrões no reverso completando, desta forma, a decoração do bordo do opérculo. A cúpula compõe-se de uma parte inferior, decorada com godrões interrompidos por três flores de lis e encimados por motivos vegetalistas recortados, e de uma parte superior cupuliforme que repete a decoração de godrões. Apresenta as formas lisas e decoração de frisos de godrões, dentro do espírito chão que nos foi peculiar durante o reinado de D. Pedro II.
  • Origem/Historial: O turíbulo, onde se queimava o incenso, fará parte de uma encomenda do Bispo de Lamego D. Luís de Sousa (1668-1677) entre 1671 e 1675 ao prestigiado ourives de Lisboa, Tomás Correia. (Amaral,1998). Todavia, de acordo Nuno Vassalo Silva refere que a carreira do ourives encontra-se documentada entre 1690 e 1728, não podendo, por isso, afirmar que "esta encomenda datará da presença de D. Luís à frente da Diocese, já que os anos em que esteve em Lamego, distam em demasia da data do último documento relacionado com a actividade do ourives e o contraste da Cidade de Lisboa que possuem, apenas foi utilizado a partir da última década do século XVII." (Silva, 2001) É mencionado no "Cadastro de bens do domínio público do Museu Regional de Lamego", de 1940, no nº 177: "Um turibulo e naveta de prata, com respectiva colher para incenso, pesando 2 K. 850 gr. 3.500$00." A Sé de Lamego possui uma píxide (Lam.181.01.074) que, crêmos, ter pertencido ao mesmo conjunto. (BRAGA, 2006)
  • Incorporação: Mitra Episcopal de Lamego? / antigo Paço Episcopal de Lamego?

Bibliografia

  • ALMEIDA, Fernando Moitinho de - Marcas de Pratas Portuguesas e Brasileiras ( Século XV a 1887 ). Lisboa: INCM, 1995
  • AMARAL, Maria Antónia Athayde - Ourivesaria "in" Museu de Lamego. Roteiro. Lisboa: Museu de Lamego/IPM, 1998
  • AML Mns. "Cadastro dos Bens do Domínio Público do Museu Regional de Arte e Arqueologia de Lamego": 1940
  • COSTA, Manuel Gonçalves - História do Bispado e Cidade de Lamego. Renascimento - I, vol. 3. Lamego: 1982
  • FLÓRIDO, Abel - Ourivesaria (catálogo). Lamego: Museu de Lamego/IPPC, 1983
  • SILVA, Nuno Vassalo - "Conjunto de Altar do Convento das Chagas de Lamego", Uma Família de Coleccionadores. Poder e Cultura" (catálogo). Lisboa: IPM/Casa Museu Anastácio Gonçalves, 2001
  • BRAGA, Alexandra & MAURÍCIO, Rui - «Pratas do Tesouro da Sé». Prata: revista da Bienal da Prata. Lamego, B.P. 1(2001)
  • BRAGA, Alexandra & MAURÍCIO, Rui - Píxide. In RESENDE, Nuno, coord - O Compasso da Terra. A arte enquanto caminho para Deus, Volume I: Lamego. Lamego: Diocese, 2006

Exposições

  • Uma Família de Coleccionadores - Poder e Cultura

    • Lisboa, Casa-Museu Anastácio Gonçalves
    • Exposição Física
  • 1ª Bienal da Prata. Pratas do Museu de Lamego

    • Lamego: Museu de Lamego
    • 27/10/2001 a 15/12/2001
    • Exposição Física

Multimédia

  • 2852.jpg

    Imagem
  • 1057.jpg

    Imagem