Painel de azulejos
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Museu: Museu de Lamego
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Nº de Inventário: 600
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Quijarro, Fernan Martínez e Herrera, Pedro (Oleiro)
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Datação: 1503
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Técnica: Aresta
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Dimensões (cm): Alt. 53 x Larg. 53
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Descrição: Painel de dezasseis azulejos de aresta com motivo de padrão, num módulo de 2x2. Pintura a verde, negro, branco e amarelo.
A decorção fitomórfica estilizada, forma, ao centro uma estrela de oito pontas amarela, delimitada por uma estrela de nove pontas, alternado com pequenas flores imbricas, de maiores dimensões de cor verde, formada por folhas. A composição do centro é moldura em forma de circunferência, com orla interna e externa lisas, sendo o meio preenchido por uma estilização de motivos vegetalistas que se encadeiam em curvas e contra-curvas. Os dois módulos inferiores, apresentam o acrescento de duas orlas lisas na circunferência.
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Origem/Historial: João Amaral refere, que as amostras de azulejos hispano-árabes ou sevilhanos foram oferecidos pelo prof. de História da Arte, Vergílio Correia, ao Museu de Lamego, retirados da nave lateral esquerda da Sé Velha de Coimbra. (AMARAL, 1961)
Coimbra foi, depois de Lisboa, o mais importante centro de propagação de azulejos quinhentistas em Portugal. Isto ficou-se a dever ao patrocínio do grande Bispo-Conde "renascentista" D. Jorge de Almeida, que governou a diocese de 1483 a 1543. Avultavam, pela quantidade e variedade de padrões, os azulejos que revestiam quase totalmente o interior da Sé Velha, pelo menos até finais do século XIX, tendo sido, pouco a pouco arrancadas até ficarem reduzidos a um pequeno revestimento junto à pia baptismal e alguns dispersos.
O embelezamento da Sé Velha com azulejos "de labores" fazia parte, das obras renascentistas empreendidas no templo pelo referido Bispo.
Existe um contrato de Escritura de 31 de Outubro de 1503, entre o mestre entalhador flamengo Olivier de Gand, autor do retábulo da capela-mor da Sé Velha e Fernan Martínez Quijarro e Pedro de Herrera, referindo a dívida, a favor destes, de 20 mil maravedis relativos a azulejos, que devim ser pagos em Buarcos, o porto de mar que servia Coimbra". (Loureiro, 1992)
No Museu Infante Henrique (Faro) guarda-se uma composição de azulejos, de 1987, reproduzindo o revestimento de um dos panos da nave lateral esquerda da Sé Velha de Coimbra, onde forma aplicados segundo a fórmula original usada em Sevilha e no Convento da Conceição, em Beja. Os azulejos foram aplicados para formar elementos arquitetónicos, arcos trilobados, contracurvas ou rosáceas.
Aí, num retângulo delimitado por azulejos de cercadura, encontra-se um arco trilobado, formado por uma dupla bordadura. Toda a superfície é revestida de azulejos fabricados segundo a técnica de aresta, uns com motivos muçulmanos e outros de inspiração renascença.
Foram utilizados motivos formados por um só azulejo, ou por módulos de quatro, ou seja 2x2. (Loureiro, 1992)
No Museu Infante Henrique (Faro), guarda-se uam reprodução de uma composição de azulejos, de 1987, de um pano de revestimento de uma das paredes da nave lateral esquerda da Sé Velha de Coimbra, onde se encontravam colocados de maneira convencional utilizada em Sevilha e no convento da Conceição em Beja. Foram aplicados para formar elementos arquitectónicos. Num rectângulo delimitado por azulejos de cercadura, encontra-se um arco trilobado, formado por um adupla bordadura. Toda a superfície é revestida de azulejos fabricados segundo a técnica de aresta, um com motivos muçulmanos e outros de inspiração renanscença. Formam utilizados motivos de padrão de um só azulejo, ou por módulos de quatro, ou seja 2x2 (Loureiro, 1991), como no presente exemplar, que é semelhante a um dos módulos da referida reprodução.
Os Museus Nacionais do Azulejo e Machado de Castro conservam a mais importante coleção destes azulejos da Sé Velha de Coimbra. No Museu de Azulejo encontra-se um azulejo de cercadura com um motivo de um só azulejo, que repete o motivo presente nos exemplares de Lamego.
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Incorporação: Oferta: Prof. Doutor Vergílio Correia
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Centro de Fabrico: Sevilha
Bibliografia
- AMARAL, João - Roteiro Ilustrado da Cidade de Lamego. Lamego: 1961
- CORREIA, Vergílio - Azulejos. Coimbra: Livraria Gonçalves, Vol. I, 1956
- Guia de Portugal. Trás-os-Montes e Alto Douro. II- Lamego, Bragança e Miranda, vol. 5. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1988
- LARANJO, F. J. Cordeiro - Museu de Lamego. Lamego: C.M.Lamego, 1991
- LOUREIRO, Fátima - "in" Azulejos. Lisboa: Europália'91, 1991
- LOUREIRO, Fátima - "in" No Tempo das Feitorias, A Arte Portuguesa na Época dos Descobrimentos. Lisboa: MNAA, Vol. I, 1992
- MECO, José - O Azulejo em Portugal, Vol. 15. Lisboa: publicações Alfa, 1989
- PEREIRA, João Castel-Branco - Portuguese Tiles from the National Museum of Azulejo, Lisbon. London: IPM e Scala Books, 1995
- SANTOS, Reynaldo dos - O Azulejo em Portugal. Lisboa: 1957
- SIMÕES, J. M. dos Santos - Azulejaria em Portugal nos Séculos XV e XVI. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,, 1969