Retrato de D. Amélia de Leuchtenberg com a filha D. Maria Amélia
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Museu: Palácio Nacional de Queluz
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Nº de Inventário: PNQ 1859
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Pintura
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Autor:
Roquemont, Augusto (Pintor)
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Datação: 1842
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Suporte: Papel
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Técnica: Aguarela
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Dimensões (cm): Alt. 28 x Larg. 22,5
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Descrição: Retrato de D. Amélia de Leuchtenberg (1812-1873), segunda imperatriz do Brasil, representada enquanto duquesa de Bragança, junto da única filha que teve com D. Pedro IV (I do Brasil), a Princesa Maria Amélia (1831-1853). A duquesa está sentada numa cadeira de madeira dourada e entalhada, decorada com motivos florais e estofada com tecido verde. Vestido em veludo escuro com decote pelos ombros, debruado com folho de renda. As mangas, bastante largas e ao nível do cotovelo, são debruadas com arminho, estando uma decorada com uma presilha cravejada de brilhantes. Ao pescoço colar de grandes pérolas, uma das quais em forma de pera, pendente. Outra fiada de pérolas ornamenta o penteado, com canudos de ambos os lados. No pulso esquerdo, pulseira formada por várias fiadas de pérolas, contendo um medalhão com um retrato em miniatura do marido, rodeado de brilhantes. A duquesa abraça a sua filha, vestida de branco, e segura-lhe a mão. Fundo com reposteiro em damasco de seda, coluna e paisagem. O retrato encontra-se protegido por um estojo transformável em passepartout executado em marroquim.
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Origem/Historial: Obra executada por Auguste Roquemont durante o período de residência em Portugal, tendo por base o retrato a óleo que Friedrich Dürck realizou (c. 1838) durante uma visita que a duquesa de Bragança fez à casa paterna, o Palácio Leuchtenberg (Munique), acompanhada pela filha. Desta pintura, hoje desaparecida, conhecem-se algumas réplicas ou cópias, como a pertencente ao Palácio Nacional de Mafra, à antiga coleção de Ricardo do Espírito Santo Silva e ao Artmuseum de Minsk (cf. doc. associada). Foi igualmente reproduzida em litografia por Ignaz Fertig (Piloty & Loehle, Munique, c. 1839) e por Fidelino José da Silva (oficina de Manoel Luiz da Costa, Lisboa, c. 1840). Foi precisamente a partir de uma destas litografias que Roquemont realizou esta aguarela, provavelmente, por encomenda da duquesa de Bragança e destinada a algum membro da família real portuguesa. Na sequência da implantação da República (1910), o retrato foi inventariado na “Casa Forte” do Palácio das Necessidades, no agrupamento de “Objetos Diversos”, com o n.º 17285 “Quadro, retrato a aguarela, de duas princesas, copiado por Auguste Roquemont 1842 – Tem capa de marroquim vermelho” (APNA, Arrolamento do Palácio das Necessidades, vol. 7, fl. 2593v.). HX
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Incorporação: Transferido da Casa Forte do Palácio das Necessidades, 1957
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Centro de Fabrico: Portugal
Bibliografia
- CAT. - Amor e Fidelidade
- HERSTAL, Stanislaw - Dom Pedro. Estudo Iconográfico, vol. II, São Paulo-Lisboa, 1972