Presépio

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 3240
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 1750/1775
  • Técnica: Terracota moldada e pintada
  • Dimensões (cm): Alt. 70 x Larg. 72 x Prof. 52
  • Descrição: Presépio setecentista exposto numa estrutura em madeira envidraçada de execução posterior, produzida em meados do século XIX. A composição apresenta-se escalonada, como é comum nestas peças, criando diversos planos narrativos. No registo inferior, em primeiro plano central, uma arquitetura clássica arruinada abriga a Sagrada Família. Para ela convergem diversos adoradores, quer em grupo, quer isoladamente. Sobre o telhado fixam-se grupos de anjos segurando filacteras com loas ao Menino. Superiormente a esta cena estão colocados, em diversos socalcos, motivos populares ou bambochadas. É disto exemplo o fandango, à esquerda do observador, tendo em segundo plano, uma cena de bêbados. À direita, simetricamente a estes conjuntos, a Anunciação aos Pastores. Num terceiro registo, definindo um ritmo oblíquo que se inicia na figuração de Jerusalém, a qual domina todo o conjunto, a Cavalgada dos Reis Magos desce ao encontro do Presépio. Em sentido contrário, à direita do observador, está representada a Fuga para o Egito. No extremo superior esquerdo, junto às muralhas de Jerusalém, a figuração do Descanso na Fuga para o Egito. Nas faces laterais da composição, nos registos inferiores, cenas do quotidiano, com lavadeiras, moleiros, etc. (Descrição efetuada a partir do estudo realizado por Alexandre Nobre Pais, 1998).
  • Origem/Historial: Este presépio foi adquirido em 1999 pelo Banco Comercial Português (atual Millenniumbcp) e doado ao Palácio Nacional de Queluz ao abrigo da Lei do Mecenato, sob o parecer de Alexandre Nobre Pais que efetuou um estudo detalhado do mesmo (cf. observações). Segundo informação oral da anterior proprietária, D. Maria Constança Machado Pinheiro da Fonseca, teria sido adquirido por um antepassado seu no século XIX, no leilão do recheio do Palácio do Ramalhão (Sintra), acreditando-se ter pertencido à rainha D. Carlota Joaquina. Nos inventários conhecidos do Ramalhão, residência pessoal da rainha, não foi possível até ao momento identificar qualquer peça com estas características, pelo que permanece a dúvida. Após partilhas realizadas pela família real, os bens acumulados pela rainha naquele palácio foram efetivamente vendidos em leilão, em 1847, mas no Palácio da Bemposta, em Lisboa, para onde foram transferidos.
  • Incorporação: Adquirido pelo Banco Comercial Português e doado ao PNQ ao abrigo da lei do Mecenato, 1999. Valor da aquisição: 12.000.000.00 escudos. N.º de Ordem 273 de 2012.
  • Centro de Fabrico: Portugal

Bibliografia

  • PAIS, Alexandre Nobre - O Presépio em Portugal. Casal de Cambra: Caleidoscópio, Outubro 2007

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