Descrição: Espelho de forma oval com moldura de talha dourada decorada com perlado, concheados e festões de flores presos por laços em talha vazada. Eixo vertical marcado, na parte superior por urna com ramo de flores em palmito, saindo desta última grinaldas e laços. Parte inferior, medalhão oval suspenso por laço e grinaldas de flores.
Origem/Historial: O tremó de que a presente moldura com espelho faz parte forma um par com outro conservado neste palácio. Ambos integraram a coleção reunida por José Manuel de Barros (1863-1915), proprietário da Casa Barros, importante estabelecimento comercial situado até 1970 no piso térreo do edifício da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Porto (Magalhães, 2005: 163-218). Figuram no catálogo do leilão desta coleção com o número 1691, estando um ilustrado: "Dois consolos com alçados de espelhos, ovais, de madeira, finamente entalhados e dourados. Tampo de mármore rosa. Trabalho português do último quartel do século XVIII. Espelhos: Altura 2m,60 x 1m,40. Consolo: Frente 1m.01. Altura 0m,83" (Catálogo do mobiliário artístico que faz parte da notável e valiosa coleção Barros para vender no leilão que terá início em 3 de maio de 1947 no palacete da rua da Cedofeita, 379, Porto, sob a direção de Leiria & Nascimento, Lisboa, p. 16). Foram arrematados nesse leilão pela Direção-Geral da Fazenda Pública por 94 000 escudos, dando entrada no Palácio Nacional de Queluz em 1948.
Incorporação: Aquisição da Direção-Geral da Fazenda Pública no leilão da Coleção Barros (Porto), 1947. Deu entrada neste palácio em 1948 (n.º de ordem 3/1948).
Bibliografia
PINTO, Maria Helena Mendes - José Francisco de Paiva, Ensablador e Arquitecto do Porto (1744-1824). Lisboa: Museu Nacional de Arte Antiga, 1973
SANTOS, Reinaldo - Oito Séculos de Arte Portuguesa História e Espírito. Lisboa: Editorial Notícias, s.d.
MAGALHÃES, João Távora - "O leilão da coleção Barros". Revista Mvseu, IV série, n.º 14. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, 2005