Biombo

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 100/2
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18/19
  • Suporte: Madeira de teca
  • Técnica: Madeira lacada e folheada a ouro
  • Dimensões (cm): Comp. 316 x Alt. 203
  • Descrição: Biombo de seis folhas em teca e laca decorado a dourado. Desenhos a ouro sublinhados a negro, representando cena historiada de caçada ao leopardo e ao gamo, participam na caçada figuras europeias e chinesas a pé e a cavalo com lanças e armas de fogo. Paisagem chinesa dourada com rochedos e cabanas sobre fundo vermelho. Na parte inferior arbustos com flores e diversos animais: fénix, gamos, tigres, pássaros. Moldura de madeira de talha baixa, com banda de ornatos florais dourados sobre fundo verde. Na parte superior de cada folha, paineis de talha dourada e vasada, com motivos ornamentais enquadrando águia bicéfala coroada.
  • Origem/Historial: Integra a relação de móveis e paramentos transferidos do Convento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz, em 30 de Abril de 1919 Em 1894 foi arrolada com o nº 797 no Capítulo 5º dos "Objectos com aplicação ao uso domestico e que se conheceu pertenciam ao Convento (…) Biombos - dois iguaes, com seis panos cada um; são de charão mas acham-se bastante deteriorados". Relação dos moveis e paramentos que vieram do Convento de Santos o Nôvo de Lisboa, para o Palácio Nacional de Queluz, no dia 30 de Abril de 1919; "2 biombos com pinturas e dourados precizam restauro". Nº 100 dos Cadastros de 1938 "Dois biombos lacados vermelho e oiro. Desenhos achinesados a parte superior. Talha vasada e doirada. Vieram de Santos-o-novo Um em mau estado"; e 1939. Nº 100 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, número de ordem 256; "2 Biombos lacados, vermelho e ouro, desenhos chineses, na parte superior talha vasada e dourada; 6 folhas cada; alt.2,04m; restaurados". O Convento de Santos-o-Novo, também conhecido por antigo convento das Comendadoras da Ordem de Santiago, foi extinto a 9 de maio de 1895, o recheio foi distribuído por várias instituições (Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional de Queluz) e vendido em hasta pública. Toda a documentação referente ao Convento de Santos-o-Novo encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. As duas principais funções de um Biombo são evitar correntes de ar e proteger do calor. No século XVII o comércio com o Oriente fez surgir na Europa o grande biombo de laca, de dobrar ou com dobradiças. Tornou-se uma importante peça de mobiliário, apreciado pelas suas qualidades decorativas e funcionais, mantendo a popularidade bem até ao século XIX. O Charão é uma Laca oriental (as mais afamadas eram as produzidas na China e no Japão), produzida com a secreção de várias árvores, entre elas a Rhus vernicifera, aplicada naturalmente ou colorida com diferentes óxidos metálicos sobre peças de mobiliário - tendo previamente recebido um preparo - em inúmeras camadas, cada uma delas polida antes da aplicação da seguinte, formando uma superfície muito brilhante. A laca é posteriormente decorada a pincel ou com decoração relevada. Os motivos são pintados a ouro ou com cores diversas sobre um fundo negro ou mais raramente vermelho. Inicialmente os Charões eram chamados de "trabalho de Coromandel" (na costa da Índia) por serem aí adquiridos; com o tempo identificaram-se as verdadeiras origens dos charões, vindos da China e do Japão.
  • Incorporação: Relação dos moveis e paramentos que vieram do Convento de Santos o Nôvo de Lisboa, para o Palácio Nacional de Queluz, no dia 30 de Abril de 1919; Nº 100 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, nº de ordem 256.
  • Centro de Fabrico: China, Cantão

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