Máscara
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Museu: Museu Nacional de Arqueologia
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Nº de Inventário: ETNO 2022.5.6
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Escultura
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Dimensões (cm): Alt. 26,6 x Larg. 17,8 x Esp. 9,9
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Descrição: Máscara de madeira esculpida e policromada (branco, vermelho e preto). Apresenta olhos rasgados em fenda, o direito conservando resto de vidro espelhado, que evidencia as suas capacidades mediúnicas; a boca em fenda na qual se destacam os dentes inferiores talhados em ponta. Utilizada pelos adivinhos-curandeiros durante os rituais de adivinhação.
A chamada "região dos Dembos", situada entre os rios Dande (Danje) e Benzo (Nzenza), sofreu ao longo dos séculos uma evidente influência económica, política e cultural do reino do Congo. Influência identitária que se projectou necessariamente na sua cultura material. Alguns Dembos (chefes) reclamavam a sua ascendência neste reino, prestando-lhe "vassalagem" durante longos períodos.
Portugal manteve com vários dembados (chefaturas), que constituíam e controlavam esta vasta região a norte de Luanda, relações por vezes bastante tensas. Foi precisamente durante uma campanha militar portuguesa ao dembado de Calcula Cahenda (1913) que a máscara Dembo do MNA foi recolhida. De salientar que na mesma acção punitiva os militares apreenderam outros objectos, que viriam a ser oferecidos ao Museu da Sociedade de Geografia de Lisboa.
A escassa literatura que existe sobre a etnografia dos Dembos das primeiras décadas do século XX refere a existência de máscaras faciais de madeira pintada, utilizadas pelos adivinhos-curandeiros. Cerca de sessenta anos depois, no âmbito dos levantamentos etnográficos realizados na região, já só foi possível obter meros testemunhos orais sobre estes objectos.
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Origem/Historial: Oferta de Carlos Maia Pinto em 1916
Proveniência: Dembos (Caculo-Cahenda)
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Incorporação: Carlos Maia Pinto
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Bibliografia
- Escultura Angolana: Memorial de culturas. Museu Nacional de Etnologia. Lisboa: Electa, 1994. Catálogo.
- VASCONCELOS, José Leite de - História do Museu Etnológico Português (1893-1914). Lisboa: Imprensa Nacional, 1915
- África reencontrada: o ritual e o sagrado em duas coleções públicas portuguesas. Lisboa: IICT, 2014. Catálogo
- Escultura Africana em Portugal. Lisboa: IICT, MNE, 1985
- Povos e Culturas, Museu de Etnologia do Ultramar. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1972. Catálogo