Candil

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 2006.27.3
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Cerâmica
  • Datação: Século 12/13
  • Técnica: Torno
  • Dimensões (cm): Alt. 2,7 x Diâm. depósito: 5,5
  • Descrição: Candil de cerâmica, da tipologia dos candis de pé alto coberto em ambas as faces de vidrado castanho esverdeado. O fragmento conservado apresenta o depósito aberto de forma trilobada, paredes planas, bordo de secção triangular, o arranque de asa de fita e ainda o arranque de pé alto, ôco por dentro, que se desenvolve a partir da base do depósito e fundo ligeiramente côncavo.
  • Origem/Historial: Em 1877, Estácio da Veiga foi convidado pelo Sr. Conselheiro Geral de Instrução Pública, a proceder a um exame dos vestígios antigos do concelho de Mértola e a apresentar a revisão da carta arqueológica local. Iniciaram-se, deste modo, as escavações em 2 de Março de 1877, um pouco por todo o concelho, pondo a descoberto vestígios de várias épocas pré-históricas e históricas, desde o Neolítico até à Idade Média, dando a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam até então. A grande maioria destes objectos foram, em primeira instância, depositados num gabinete reservado da Academia Real de Belas Artes, sendo mais tarde integrados nas colecções do Museu Etnológico J.L.V. Em 1895, o Dr. José Leite de Vasconcelos, em visita a Mértola, procede a novas escavações, aumentando substancialmente as descobertas e consequentemente o acervo do Museu. O espólio de Mértola, pertencente ao Museu, foi igualmente enriquecido, ao longo dos anos, através de inúmeras doações ou por compra de peças. Estudo da peça: Eva - Maria von Kemnitz Candil de proveniência desconhecida, contudo devido ao seu contexto e a paralelos com peças idênticas será, provavelmente, do castelo de Mértola. Este tipo de candil aparece em vários sítios arqueológicos do al-Andalus e a sua datação refere-se ao período dos sécs. XII/XIII como, por exemplo, em Mértola (sécs.XII/XIII) ou em Silves (séc. XIII). É também conhecido no Norte de África onde é atestado num período posterior ou seja nos sécs. XIII/XIV. De referir ainda que esta tipologia perpetua-se ainda na actualidade nas produções cerâmicas artesanais dessa área. O MNA possui no seu acervo numerosos exemplares de candis de pé alto, todos incompletos, de Mértola e de Loulé como ainda outros de proveniência desconhecida.
  • Incorporação: Desconhecida

Bibliografia

  • CARDENAL, Micheline Grenier de - "Recherches sur la Céramique Médiévale Marocaine", in La Céramique Médiévale en Méditerranée Occidentale. Paris: éd. CNRS, 1980
  • KEMNITZ, Eva - Maria von - "Os Candis da Colecção do Museu Nacional de Arqueologia", O Arqueólogo Português, Série IV vol:11/!2. Lisboa: MNA, 1993-1994
  • ROSSELLÓ BORDOY, Guillermo - Ensayo de Sistematización de la Ceramica Árabe en Mallorca. Palma de Mallorca: Diputacion Prov. de Baleares, 1978
  • ROSSELLO-BORDOY, Guillermo - La Céramique arabe à Majorque (Problèmes chronologques), Actas: La Céramique Médievale (...). Paris: CNRS, 1980
  • TORRES, Cláudio - Cerâmica Islâmica Portuguesa, Catálogo. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 1987
  • ZOZAYA, Juan - "Aperçu général sur la céramique espagnole", La Céramique Méd. en Méditerrannée Occid.. Paris: CNRS, 1980

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