Anforeta
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Museu: Museu Nacional de Arqueologia
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Nº de Inventário: 17021
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Super Categoria:
Arqueologia
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Categoria: Cerâmica
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Datação: Século 13/16
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Técnica: Torno
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Dimensões (cm): Alt. 29 x Diâm. bojo: 23; bordo: 6,8-7
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Descrição: Anforeta de cerâmica coberta em ambas as faces de engobe beige claro. Tem corpo ovóide de paredes espessas, fundo convexo e colo baixo e estreito com bordo introvertido e lábio biselado. O bojo está decorado com caneluras horizontais. Na face exterior do bordo ostenta uma inscrição incisa. Pasta alaranjada, homogénea e bem depurada. Os elementos não plásticos são de pequena dimensão. Assemelha-se aos potes e panelas com características análogas normalmente atribuídos às produções do século XII. Na face exterior do bordo ostenta uma singela inscrição incisa realizada com letras muito toscas, condicionadas pelas características do barro. Lê-se:"mahri" - "o meu dote".
No acervo do MNA existe uma talha análoga e dimensões quase idênticas mas sem nenhuma inscrição, encontrada numa cisterna em Silves, nomeadamente o nº Inv. 17020, actualmente em depósito no Museu Municipal de Arqueologia de Silves (Auto de Saída de 7 de Agosto de 1990, nº 29). É plausível que ambas provenham da mesma oficina.
É morfologicamente semelhante a um pequeno balsamário encontrado em Silves na camada Almóada.
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Origem/Historial: Em 1877, no decorrer da elaboração da Carta Arqueológica do Algarve, Estácio da Veiga procedeu a escavações arqueológicas neste sítio. Recolheu um conjunto significativo de materiais. Estes objectos fizeram parte do Museu Arqueológico do Algarve, e em 1894 foram integrados no actual Museu Nacional de Arqueologia, por decreto de 20 de Dezembro de 1893 do Ministro Bernardino Machado, conforme "O Arqueólogo Português, série 1, vol. VII, 1903. Outra parte da colecção de Estácio da Veiga foi comprada pelo Estado à família e incorporada igualmente no Museu Nacional de Arqueologia.
Esta peça encontrava-se dada como proveniência desconhecida, mas através do espólio fotográfico de Estácio da Veiga, em arquivo, foi possível atribuir-lhe proveniência.
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Incorporação: Mandato legal.
Peça encontrada no decorrer da elaboração da Carta Arqueológica do Algarve, por Estácio da Veiga.
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Bibliografia
- GOMES, M.V.; GOMES, R.V. - "Cerâmicas, dos séculos XV a XVII da Praça Cristovão Colombo no Funchal" in Actas das 2ªas Jornadas de Cerâmica Medieval e Pós-Medieval. Porto: Câmara Municipal de Tondela, 1998
- GOMES, Rosa Varela - Silves (Xelb) uma cidade do Gharb Al-Andalus. IPA- Lisboa: Trabalhos de Arqueologia; 35, 2003
- ROSSELLO-BORDOY, Guillermo - La Céramique arabe à Majorque (Problèmes chronologques), Actas: La Céramique Médievale (...). Paris: CNRS, 1980