Candil
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Museu: Museu Nacional de Arqueologia
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Nº de Inventário: 998.13.22
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Super Categoria:
Arqueologia
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Categoria: Cerâmica
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Datação: Século 12/13
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Técnica: Torno e moldagem manual
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Dimensões (cm): Alt. 2,7 x Diâm. base: 4,8 x Esp. 0,4
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Descrição: Candil de depósito aberto de forma trilobada coberto em ambas as faces de vidrado castanho melado. O fragmento conservado apresenta base plana irregular donde nasce a parede quase vertical com bordo de secção triangular. O bico é triangular. Produzido com pasta cor de laranja, homogénea e compacta.
Fragmento de candil de depósito aberto proveniente da zona de alcáçova de Mértola.
Candis de depósito aberto de forma trilobada, com asa de fita e cobertos de vidrado castanho melado ou esverdeado representam a tipologia dos candis produzidos correntemente na época almóada, isto é nos séculos XII/XIII. Nas recentes escavações também na zona da alcáçova foram exumados candis análogos.
No acervo do MNA existem também exemplares de candis da mesma tipologia provenientes de Mértola e de Loulé, entre outros, nºs Inv. 12794 C e D (dois fragmentos colados) e 17119, respectivamente e ainda 17040 de proveniência desconhecida.
Na mesma época eram também produzidos candis de pé alto, que constituem a sua variante evolutiva na medida em que ao depósito da mesma tipologia é acrescentado um pé alto apoiado numa peanha.
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Origem/Historial: Em 1877, Estácio da Veiga foi convidado pelo Sr. Conselheiro Geral de Instrução Pública, a proceder a um exame dos vestígios antigos do concelho de Mértola e a apresentar a revisão da carta arqueológica local. Iniciaram-se, deste modo, as escavações em 2 de Março de 1877, um pouco por todo o concelho, pondo a descoberto vestígios de várias épocas pré-históricas e históricas, desde o Neolítico até à Idade Média, dando a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam até então. A grande maioria destes objectos foram, em primeira instância, depositados num gabinete reservado da Academia Real de Belas Artes, sendo mais tarde integrados nas colecções do Museu Etnológico J.L.V.
Em 1895, o Dr. José Leite de Vasconcelos, em visita a Mértola, procede a novas escavações, aumentando substancialmente as descobertas e consequentemente o acervo do Museu. O espólio de Mértola, pertencente ao Museu, foi igualmente enriquecido, ao longo dos anos, através de inúmeras doações ou por compra de peças.
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Incorporação: Desconhecida
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Bibliografia
- AZUAR RUIZ, Rafael - "Algumas notas sobre el candil de cazoleta abierta y de pelizco hispanomusulmán", in Cerámica Medieval del Mediterraneo Occidental. Madrid: 1986
- MATOS, José Luis de - "Notícia de uma colecção de cerâmica medieval do Museu Hipólito Cabaço de Alenquer", Actas 2º Congr. Coimbra: Min. Educação Nacional, 1971
- TORRES, Cláudio - Cerâmica Islâmica Portuguesa, Catálogo. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 1987