Colher
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Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
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Nº de Inventário: 2557 Esc
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Escultura
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Datação: 1490/1530
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Técnica: Entalhado, recortado e vazado
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Dimensões (cm): Alt. 2 x Larg. 27,5 x Prof. 4,8
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Descrição: Colher em marfim, finamente entalhada com elementos decorativos de cariz manuelino; a concha é lisa e de forma oblonga, e o cabo ornamentado na totalidade. O cabo apresenta três nós - o do centro vazado - e é decorado em relevo raso com fiadas de pérolas entrelaçadas (perlados), intercaladas por estreito frisos de geométricos com desenhos em zig-zag. O topo do cabo é rematado por um cunho sextavado que se assemelha a um sinete. Produção sapi-portuguesa - Serra Leoa (Golfo da Guiné) -, integra o leque de obras aparato encomendadas pelos portugueses, para oferta e comércio, logo a partir de 1462, que espelham o encontro de culturas luso-africana, o cruzamento dos imaginários africano e ocidental.
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Origem/Historial: Quando os portugueses chegam à Serra Leoa, em 1462, iniciam de imediato um valioso intercâmbio artístico de peças entalhadas em marfim - saleiros, colheres, píxides e olifantes. Peças de aparato e encomendadas para oferta, espelham o cruzamento do imaginário ocidental e africano. São objetos raros, disputados pelos principais museus do mundo, sendo escassíssimo o número existente em coleções privadas e museus internacionais – sinalizam-se apenas cerca de 61 colheres.
O MNAA é o museu nacional que reúne o maior número de peças africanas deste período e o único que possui uma colher Sapi-portuguesa. Com elementos decorativos de cariz manuelino, tem uma tipologia semelhante ao exemplar do British Museum. É reproduzida uma colher de marfim, de forma quase exata, no painel A Dormição da Virgem (Gregório Lopes, 1523), da coleção do MNAA.
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Incorporação: Antiguidades São Roque
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Centro de Fabrico: Serra Leoa (Golfo da Guiné)