Descrição: Estátua masculina a que falta a cabeça, sobre um pequeno pedestal. Apresenta-se de túnica até aos pés com decote redondo e um manto largo envolve todo o corpo. Braços flectidos sobre o peito, a mão direita segurando uma pomba e a esquerda um cacho de uvas. Pode indicar um devoto ou um sacerdote do Santuário de Endovélico apresentando oferendas à divindade.
Origem/Historial: Peça descoberta no decorrer dos trabalhos arqueológicos levados a cabo por uma equipa constituída por Carlos Fabião, Amílcar Guerra, Thomas Schattner e Rui Almeida, nos alicerces da capela de São Miguel da Mota, em 2002. Fazia parte de um conjunto de seis esculturas romanas, usadas como entulho para preencher uma cavidade natural do substrato rochoso.
O Santuário do Deus Endovélico situa-se no Monte de S. Miguel da Mota, Alandroal. Nesse local havia as ruínas de um templo cristão, cujos alicerces e paredes eram em parte constituídos por pedras pertencentes ao culto de Endovélico, tais como aras, estatuetas, bases de estátuas e de aras.
Incorporação: Campanha de 2002
Bibliografia
GONÇALVES, Luís Jorge Rodrigues - Escultura romana em Portugal: uma arte do quotidiano., 2 Vols., Tese de Doutoramento. Mérida: Junta da Extremadura, 2007
GUERRA, Amílcar; Carlos Fabião e outros - "Novas investigações no santuário de Endovélico (S. Miguel da Mota, Alandroal): a campanha de 2002"; Revista Portuguesa de Arqueologia, Vol. 6, nº 2. Lisboa: IPA, 2003