Descrição: Quatro mulheres são representadas descontraidamente num pomar, junto a um amontoado de frutas. O grupo feminino ocupa quase a totalidade da tela e três das mulheres fitam o observador, enquanto outra, de perfil, segura um fruto na mão. Mais atrás, um grupo de camponesas caminha com cestas à cabeça, ao longo do prado verde. Destaca-se ainda, no plano superior, o casario branco, que se salienta pela luminusidade das pinceladas brancas que o compõem e que contrasta com o verde dominante do plano fundeiro.
Origem/Historial: No reverso da grade possui cartão de José Campas com informação impressa na parte superior esquerda: “JOSÉ CAMPAS / ATELIER / VILLA L. TAIPAS – LISBOA /MARTEL”, seguida de informação manuscrita: “Quadro “O pomar” do pintor portuense João Peralta, já falecido, exposto no Salão de “Ilustração Portuguesa” (…) em Dezembro de 1927.- n.º 6 (?) / Foi este quadro adquirido pelo “Museu Grão Vasco” pela interferência generosa do pintor José Campas./ 1928./. Segue-se a informação impressa: “CONSULTAS D’ARTE: restauração de quadros antigos e modernos / AVALIAÇÕES DE ANTIGUIDADES”
Incorporação: Adquirido pelo Estado à viúva do artista, Esmeralda Branca Peralta.
Bibliografia
FRANCO, Anísio, GONÇALVES, Ramiro (coord. científica) - Identidades, Pronomes e Emoções. As Regras do Retrato, Catálogo da Exposição, MNGV, 2019, p.p. 215
Exposições
Identidades, Pronomes e Emoções. As Regras do Retrato, Museu Nacional Grão Vasco, 2019