COLUMBANO BORDALO PINHEIRO (1874-1900)

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Outros tempos
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  • Nº de Inventário: 18
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Franco, Henrique (Funchal, 1883 - m. 1961)
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 80, Larg: 52,
  • Incorporação: Academia de Belas Artes
  • Descrição: Pintura de costumes. Uma mulher de xaile, tendo na mão direita um leque (cf. Obs.).
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A luva cinzenta
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  • Nº de Inventário: 56
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 73; 103, Larg: 54; 84,
  • Incorporação: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Descrição: Senhora a meio-corpo virada de perfil para a direita, calçando uma longa luva cinzenta na mão direita e usando um vestido de cetim preto decotado nos ombros. Tem o cabelo apanhado atrás, numa fita azul clara, e sobre as costas e pescoço incide-lhe uma iluminação sabiamente doseada, iluminando-lhe a carnação ocre e o perfil do rosto mais rosado. Figura sobre um fundo castanho indefinido. É um retrato da sua irmã mais velha e madrinha Maria Augusta Bordalo Pinheiro (1841-1915).
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Rapaz com traje de fantasia
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  • Nº de Inventário: 1282
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 80, Larg: 54,
  • Incorporação: Francisco Romano Esteves
  • Descrição: Figura a corpo inteiro de um rapaz virado para a esquerda, de pernas afastadas e baixando a cabeça, vestindo um traje negro do século XVII, com a gola e os punhos brancos e usando umas meias magenta até ao joelho. Fundo castanho indefinido.
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Concerto de amadores
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  • Nº de Inventário: 498
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 220, Larg: 300,
  • Incorporação: Adquirido por verba especial do Estado no leilão do Conde de Ameal
  • Descrição: Pintura de costumes. No interior de uma sala burguesa com pouca luz vêem-se cinco pessoas a cantar e tocar; em primeiro plano, uma mulher, Maria Augusta Bordalo Pinheiro, irmã do autor, de pé com um vestido de cetim branco decotado, de longa saia pregueada que lhe cobre os pés. Usa um par de luvas altas cinzentas e segura nas mãos pautas de música. Tem o cabelo apanhado na nuca. A seu lado, algo encoberto, vê-se o pintor Adolfo Greno, também virado de perfil para a direita, com bigode e barbas. À sua frente, um cantor italiano, obeso, vestindo um fato escuro, camisa branca, colete e laço branco acetinado. Na mão direita segura um par de luvas amarrotadas, e na esquerda as pautas de música, que segue, cantando arrebatadamente. Ao seu lado, no fundo, assoma a figura de Josefa Greno, a 3/4, baixando o olhar para um piano preto que se destaca no lado direito do quadro, tocado com bravura pelo pintor Artur Loureiro. Vestindo de preto e de barba cerrada, Loureiro olha concentradamente para a pauta que tem à sua frente, assente no piano, iluminada por uma vela. No chão, à direita, um "puff" com inúmeras pautas caídas ou a escorregar, abertas, sobre o castanho do chão e o rosa e azul claro de algumas das capas. No lado esquerdo da composição, atrás de Maria Augusta, destaca-se um enorme "cache-pot" em tons de cobre, cuja chapa é iluminada nalguns pontos pela escassa iluminação do interior.
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Retrato de Mariano Pina
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  • Nº de Inventário: 631
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 100; 127, Larg: 81; 114,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Retrato do crítico de arte Mariano Pina, um dos primeiros defensores de Columbano, sentado a meio-corpo, virado de perfil para a direita, nariz e boca proeminentes, de bigode, usando um casaco escuro, colarinho e uma flor branca na lapela; segura nas mãos à sua frente um par de luvas brancas e uma bengala. Fundo castanho nublado.
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Retrato de Bulhão Pato
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  • Nº de Inventário: 1107
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 30,5; 40, Larg: 23; 32,5,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Retrato do poeta Raimundo Bulhão Pato (1829-1912), sentado a meio-corpo, virado a 3/4 para a direita, com um livro nas duas mãos. Usando bigode e uma barbicha longa e grisalha, veste um fato cinzento, vendo-se as golas e punhos da camisa branca, tendo à sua direita, atrás, alguns livros empilhados, sob um fundo claro de ocre e salmão, que enquadra e recorta figura, cromatismo invulgar na retratística de Columbano. Notar que o último retrato pintado pelo seu mestre Miguel Lupi, que irá morrer no ano deste retrato, 1883, é justamente o de Bulhão Pato (cf. inv. 179), cujo cotejo com esta obra se revelará interessante, para se perceber o que mudara entre duas situações pictóricas de XIX (cf. Observações).
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Retrato de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro
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  • Nº de Inventário: 1004
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 46; 68, Larg: 36; 59,
  • Incorporação: Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro
  • Descrição: Retrato de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, sobrinho do pintor, filho de Rafael e Elvira Bordalo Pinheiro, o mais significativo da sua primeira fase, após ter regressado de uma estadia de 2 anos em Paris. Representa o sobrinho então com c. 17 anos, de rosto altivo e snob, algo caricaturado, sentado a corpo inteiro numa cadeira de baloiço, situada num interior burguês, de perna cruzada e com as mãos cruzadas no joelho. Veste um fato com colete castanho e uma camisa com colarinho e punhos brancos. Junto do retratado, do lado esquerdo, vê-se uma pasta com folhas de desenhos em tons de branco, criando um espaço lumínico alternativo.
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Retrato de D. José Pessanha
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  • Nº de Inventário: 898
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 35; 57, Larg: 27; 48,5,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Retrato de D. José Maria da Silva Pessanha (1865-1939), jovem aristocrata historiador de arte e arqueólogo (publicou em 1904 a "História das Indústrias Artísticas em Portugal"), sentado numa cadeira e com a mão esquerda apoiada numa bengala, olhando de frente o espectador, com um casaco cinzento de surpreendente efeito cromático. Este retrato-miniatura é também o único auto-retrato de Columbano dentro do próprio retrato (FRANÇA, 1988), assomando à direita de um espelho oval, de paleta e pincel nas mãos, citando claramente um seu mestre de sempre, Velázquez.
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Retrato de Augusto Rosa
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  • Nº de Inventário: 705
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 36; 41, Larg: 17,5; 27,5,
  • Incorporação: Retratado
  • Descrição: Retrato a corpo inteiro do actor Augusto César da Rosa (1852-1918), filho do actor João Anastácio Rosa e irmão do actor João Rosa, de frente, de cabelo escuro encaracolado e bigode, com a mão direita na anca e segurando na outra uma bengala e uma cartola escura. Veste um casaco cinzento abotoado, com um lenço vermelho no peito e gravata azul.
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O Grupo do Leão
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  • Nº de Inventário: 1524
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 201, Larg: 376,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Retrato colectivo de um grupo de pintores da primeira geração naturalista, figuras em tamanho natural, sentadas à volta de uma mesa da antiga cervejaria Leão de Ouro, em Lisboa. Enquadrados por duas colunas de cada lado da enorme tela, uma delas mais visível à esquerda, e por um pequeno parapeito em primeiro plano, Columbano retrata, adaptando com algum humor o tema religioso da Última Ceia, da esquerda para a direita, José Malhoa (1855-1933), sentado à frente da mesa, em primeiro plano, de lenço branco no pescoço, com a mão direita assente no joelho e a outra em cima da mesa, com um cigarro aceso, atrás Henrique Pinto (1853-1912), encostado à coluna, calvo, de perfil virado para a direita, em cima Ribeiro Cristino (1858-1948), de pé, de casaco escuro e gola branca, fitando o observador com um rosto pálido, ao lado, sentado, João Vaz (1859-1931), com um olhar ausente, de bigode e óculos, depois, em pé, distinguindo-se pela cartola que usa na cabeça, vê-se o poeta Alberto de Oliveira (1861-1922), o organizador das exposições e catálogos do grupo, inclinando-se e mostrando uma revista ilustrada a Silva Porto (1850-1893), sentado à sua frente, discretamente, fitando também o observador. A seu lado está António Ramalho (1859-1916), com um lenço verde no pescoço, galhofando e em cima, em pé, o criado da cervejaria Manuel Fidalgo, de suíças e avental branco, empunhando nas duas mãos uma travessa. À sua frente, em primeiro plano, de cotovelo assente na mesa, vê-se José Maria de Moura Girão (1840-1916), de perna cruzada e segurando na mão esquerda uma bengala, de cachimbo na boca, fitando o observador, e a seu lado Rodrigues Vieira (1856-1898), encostado à coluna, sorrindo para o observador, de mão esquerda na cintura e segurando na outra uma caneca de cerveja. Junto deste último, atrás da mesa, vê-se Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), de chapéu castanho, bigode e monóculo, sorrindo com bonomia, e atrás do grande caricaturista assome o autor desta ambiciosa composição e seu irmão, Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), de cartola na cabeça, barba e lunetas, posando com uma bengala debaixo do braço, parecendo estar prestes a sair de cena, vendo-se a seu lado ainda, junto da coluna direita, o criado Dias (ou o entalhador Leandro Braga, segundo Diogo de Macedo), envolto no fumo de tabaco do interior da cervejaria. À frente do criado, quase tapado pela coluna, distingue-se a cabeça do pintor Cipriano Martins.
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Retrato de Antero de Quental
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  • Nº de Inventário: 1108
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 73; 94,5, Larg: 53,5; 75,
  • Incorporação: Maria da Conceição Lemos Magalhães
  • Descrição: Pintura a óleo sobre tela com o retrato de Antero de Quental (Ponta Delgada, 1842-1891), considerado pela generalidade da historiografia como a obra-prima de Columbano. Quental posa a meio-corpo, de frente, com barba e bigodes longos, vestindo uma capa negra e colarinho branco saído, sob uma luz vertical que lhe sublinha a carnação pálida do rosto e os olhos fitos e encovados, que traduzem o desespero e lucidez dos seus últimos momentos. Não parece haver dúvidas quanto à excelência cultural e sociológica desta imagem finissecular, mas na própria evolução da retratística de Columbano ela marca o início de uma fase sombria marcada pela desmaterialização dos contornos da figura e na indefinição cromática entre figura e fundo; nunca o tenebrismo e esfumado ambíguo de Columbano se adequou tão bem a uma personagem torturada e existencialista como era Antero nos últimos anos de vida.
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A chávena de chá
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  • Nº de Inventário: 630
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 26; 36,5, Larg: 34; 45,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Jovem mulher sentada numa cadeira, virada de perfil para a esquerda, usando um xaile castanho nos ombros e o cabelo apanhado atrás, baixando o olhar para a chávena de chá e pires que segura nas duas mãos. À sua frente tem um samovar prateado, onde incide um reflexo de luz, e em baixo um prato com algumas torradas, composição de género sobre um fundo castanho indistinto.
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Auto-retrato
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  • Nº de Inventário: 634
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 55; 89, Larg: 45,5; 79,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Auto-retrato do pintor em busto, virado a 3/4 para a esquerda, de rosto altivo iluminado, usando um bigode de pontas viradas para cima, barba ponteaguda e lunetas no nariz. Veste um casaco escuro, camisa branca e um chapéu na cabeça, posando com as mãos enluvadas e cruzadas, à sua frente.
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Retrato de Maria Augusta Bordalo Pinheiro
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  • Nº de Inventário: 1120
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 41; 69,5, Larg: 32; 60,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro
  • Descrição: Retrato da irmã mais velha de Columbano (1841-1915), sentada a 3/4 para a direita e segurando um livro com as duas mãos no regaço, vendo-se um vaso floreado à direita e uma luz intensa iluminando o rosto da retratada.
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Natureza morta
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  • Nº de Inventário: 1123
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 101, Larg: 131,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro
  • Descrição: Natureza-morta composta por um ganso, uma fatia de abóbora e uma couve em cima de um tampo de mesa, sob um fundo inacabado.
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Natureza morta
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  • Nº de Inventário: 1126
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 24, Larg: 32,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro
  • Descrição: Natureza-morta composta por um jarro e várias peças de faiança em barro, duas cebolas e uma colher de pau, sob um fundo indefinido.
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Estudo para o retrato do pai do artista
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  • Nº de Inventário: 1136
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Cartão
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 26; 37,5, Larg: 21; 32,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro
  • Descrição: Estudo para o retrato do pai de Columbano, Manuel Maria Bordalo Pinheiro, sentado de costas, a 3/4 virado para a esquerda, na penumbra do seu atelier, vestindo uma casaca escura e um pequeno gorro, pintando calmamente com a mão direita um retrato indistinto.
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Composição (Concílio dos Deuses)
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  • Nº de Inventário: 1138
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 198; 224,5, Larg: 130; 155,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro
  • Descrição: Estudo para o quadro da Sala Camões do Museu Militar, alusivo ao célebre Canto I de "Os Lusíadas" de Camões. Rodeado de alguns deuses menores, vê-se Marte no centro, em corpo inteiro e de costas, trajando à soldado romano, botas, túnica escarlate e capacete coríntio.
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Retrato de Henrique Casanova
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  • Nº de Inventário: 1209
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 65, Larg: 54,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Retrato do aguarelista espanhol Enrique Casanova (1850-1913), a meio-corpo virado a 3/4 para a direita, calvo, usando barba e vestindo um casaco claro, fitando o observador com o queixo assente na mão direita - uma pose invulgar nos retratos finisseculares de Columbano.
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Retrato do pintor Rodrigues Vieira
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  • Nº de Inventário: 1210
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 54, Larg: 46,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Retrato de um homem jovem a meio-corpo, virado a 3/4 virado para a esquerda, posando com um sobretudo escuro e usando óculos, fitando o observador com um olhar sereno.
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Retrato de Fialho de Almeida
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  • Nº de Inventário: 1280
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 65; 86,5, Larg: 54; 76,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado a Olinda Veiga Coutinho
  • Descrição: Retrato a meio-corpo do médico, escritor e crítico cultural José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911), posando a 3/4 virado para a direita, de bigode, vestindo casaco escuro, camisa branca e gravata. Face modelada em claro-escuro mas de contorno evanescente, fundindo-se na escuridão do fundo, esquema recorrente nos retratos finisseculares de Columbano.
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Retrato de Oliveira Martins
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  • Nº de Inventário: 1281
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 65; 86, Larg: 54; 75,5,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado às Missões Católicas de Cucujães
  • Descrição: Retrato do escritor Oliveira Martins a meio-corpo, posando a 3/4 virado para a direita, de barba e bigode, com um olhar ausente, vestindo um sobretudo escuro que se dilui no tenebrismo do fundo.
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Retrato de Eugénio de Castro
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  • Nº de Inventário: DEP1289
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 65; 75, Larg: 54; 64,
  • Incorporação: Ministério das Finanças
  • Descrição: Retrato do poeta Eugénio de Castro (1869-1944) em busto a 3/4 quase de frente, vestindo um casaco escuro e uma camisa branca. Tem o cabelo liso e penteado, tez pálida, olhos escuros e boca fechada, numa pose algo rígida.
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Retrato de Jaime Batalha Reis
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  • Nº de Inventário: 1324
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 64; 86,5, Larg: 54; 75,5,
  • Incorporação: Beatriz Batalha Reis, filha do retratado
  • Descrição: Retrato do escritor, agrónomo, geógrafo e diplomata Jaime Batalha Reis (1847-1935) a meio-corpo, de barba e bigode e usando lunetas. Face iluminada uniformemente, fato escuro diluindo-se progressivamente no tenebrismo do fundo.
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"Nos ombros de um Tritão... vai Dione"
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  • Nº de Inventário: 1341
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 41; 64, Larg: 33,5; 56,5,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Composição alusiva ao Canto II (est. XXI) de "Os Lusíadas" de Camões, figurando Dione e um grupo de ninfas num mar revolto, perto do casco de uma caravela.
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Retrato de José Queirós
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  • Nº de Inventário: 1461
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 21,7; 45,5, Larg: 15,8, 39,
  • Incorporação: Adquirido pelo Estado
  • Descrição: Retrato do pintor e arqueólogo José Queirós, sentado de frente numa poltrona, de perna cruzada, fitando o observador, segurando numa bengala com as duas mãos, assente na coxa, e vestindo um casaco preto abotoado.
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Últimos momentos de Camões
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  • Nº de Inventário: 1543
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 110; 128, Larg: 80; 97,5,
  • Incorporação: Academia Nacional de Belas Artes
  • Descrição: Pintura de história. Num modesto quarto vê-se o poeta sentado na cama com o cobertor até à cintura, segurando um bilhete na mão direita e pondo teatralmente a mão esquerda no peito, falando com um homem trajando à século XVI que está de costas, aos pés da cama. Alusão ao momento quando o poeta terá pronunciado a célebre frase a ele atribuída "Ao menos morro com a Pátria!" ao saber do fim inglório da dinastia de Avis e da tomada de poder de Filipe II de Espanha em 1580.
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Retrato de Raul Brandão
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  • Nº de Inventário: 2197
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 27; 56, Larg: 21,5; 51,
  • Incorporação: D. Maria Angelina Brandão
  • Descrição: Retrato do escritor Raul Brandão (1867-1930) a meio-corpo virado a 3/4 para a direita, fitando o observador, de cabelo e bigode aloirados, com um sobretudo escuro nos ombros e escrevendo com uma caneta vermelha na mão direita.
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Retrato de D. Edviges Eugénia da Mota e Silva
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  • Nº de Inventário: 2235
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 35; 62, Larg: 26,5; 54,5,
  • Incorporação: Manuel Emydio da Silva
  • Descrição: Retrato de senhora idosa a meio-corpo, virada a 3/4 para a direita, com o cabelo grisalho apanhado e as duas mãos juntas.
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Retrato de Abel Botelho
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  • Nº de Inventário: 494
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 24; 55, Larg: 19; 50,
  • Incorporação: Ministério dos Negócios Estrangeiros
  • Descrição: Retrato do militar e escritor Abel Botelho (1856-1917), sentado a meio-corpo, virado a 3/4 para a direita, fitando o observador; tem o cabelo curto, usa bigode de pontas viradas para cima, veste um casaco escuro e segura nas duas mãos um livro. Após a República, foi deputado, senador e embaixador na Argentina.
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Natureza morta
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  • Nº de Inventário: 628
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Madeira
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 26; , Larg: 21; ,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Face iluminada de uma jovem mulher, que fita o observador, retirando com a mão direita uma uva branca de um cacho que tem à sua frente, numa fruteira em cerâmica com duas asas e bordo circular. Em primeiro plano, vê-se um melão com uma grande fatia cortada, a seu lado, e um prato metálico com limões e ostras.
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Retrato do actor João Rosa
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  • Nº de Inventário: 632
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 200; 225, Larg: 79; 102,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Retrato do actor João Rosa (1843-1910), filho do actor João Anastácio Rosa (1812-1884) e irmão do actor Augusto César da Rosa (1852-1918), de pé, em corpo inteiro, virado a 3/4 para a esquerda, fitando o observador, com um sobretudo escuro vestido. Segura na mão esquerda uma bengala, um par de luvas e uma carteira escura, e na direita uma cartola.
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Retrato de D. João da Câmara
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  • Nº de Inventário: 636
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 64; 96, Larg: 53; 73,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Retrato do poeta e dramaturgo D. João Gonçalves Zarco da Câmara (1852-1908), em busto virado a 3/4 para a direita, face iluminada, de cabelo escuro, barba e bigode, vestindo um casaco preto e fitando o observador, sob um fundo também enegrecido.
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Retrato de Henrique Lopes de Mendonça
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  • Nº de Inventário: 638
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 64; 96,5, Larg: 53; 74,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Retrato do escritor e dramaturgo Henrique Lopes de Mendonça (1856-1931), em busto virado a três quartos para a direita, de face iluminada e testa calva, fitando o observador, usando bigode e pêra, figura sobre um fundo enegrecido. Foi o autor da letra do hino nacional "A Portuguesa", em 1890. Oficial da Armada e professor de História na Escola de Belas Artes de Lisboa, foi também Presidente da Academia das Ciências de Lisboa.
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Retrato de Silva Pinto
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  • Nº de Inventário: 639
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 64; 95,5, Larg: 53; 73,5,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Retrato de homem em busto de frente, de faces magras, usando bigode e mosca, vestindo um casaco escuro, camisa branca e um laço no pescoço. Fundo escuro.
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Túlia
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  • Nº de Inventário: 642
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 260, Larg: 200,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Pintura de História. Uma jovem mulher e um rapaz conduzindo uma biga romana, envolta na poeira agitada por dois cavalos que levantam as patas da frente. Ela, usando vestes aristocratas, olha para baixo, friamente, e o condutor com uma túnica e tronco semi-nu aponta para baixo, para o corpo inanimado de um homem, parcialmente coberto por uma túnica branca, a ser trespassado por uma roda da biga. No fundo, vê-se um templo clássico isolado.
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Retrato de Elvira Bordalo Pinheiro
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  • Nº de Inventário: 737
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 90, Larg: 61,
  • Incorporação: Retratada
  • Descrição: Retrato de Elvira Bordalo Pinheiro, cunhada do artista, sentada a meio-corpo, virada de perfil para a direita, com um vestido de cetim escuro, cabelo apanhado, brincos redondos e segurando na mão esquerda uma luva branca.
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Retrato do actor António Pedro
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  • Nº de Inventário: 789
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Bordalo Pinheiro, Columbano
  • Suporte: Tela
  • Técnica: Pintura a óleo
  • Dimensões: Comp: , Alt: 130; 157,5, Larg: 80; 107,
  • Incorporação: Emília Bordalo Pinheiro, viúva do artista
  • Descrição: Retrato do actor António Pedro (1836-1889), a meio-corpo, fitando o observador, usando cartola e vestindo um sobretudo escuro abotoado, numa pose a 3/4 com a mão esquerda na cintura. A metade inferior do quadro está inacabada, sobretudo a mão na cintura.
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Sem título (bailado em S. Carlos)
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  • Nº de Inventário: 3050
  • Museu: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Desenho
  • Autor: Marques, Bernardo
  • Suporte: papel
  • Técnica: desenho
  • Dimensões: Comp: , Alt: 26,5, Larg: 20,5,
  • Incorporação: Legado de Maria Elisa Marques
  • Descrição: Bailado em S. Carlos

Apresentação


COLUMBANO, UM PERCURSO PELO INÍCIO DA MODERNIDADE

Esta exposição apresenta o trabalho mais significativo realizado por Columbano Bordalo Pinheiro no século XIX. A sua obra define um percurso único e talvez o mais profundo pelos caminhos iniciais da arte moderna em Portugal. Columbano foi desde o começo um artista de ofício superior a qualquer outro, interessado em desenvolver uma prática artística informada nas questões do seu tempo. Através dele podemos entender o acesso ao conhecimento dos desenvolvimentos modernos de então, em Portugal, as suas possibilidades e interesses, os resultados singulares que obteve, as hesitações e recusas, bem como as condições culturais da inteligentsia cujo retrato alargado pintou.
Na continuidade da estética realista de Eça de Queiroz, na prosa, ou de Cesário Verde, na poesia, assumiu o Naturalismo como processo de abordagem da realidade, que revolucionou os cânones académicos da pintura. Inicialmente pintou cenas da vida burguesa com uma profunda ironia, mas foi no retrato que atingiu plena expressão. Desenvolveu uma técnica própria da construção da figura através de manchas espessas e de contornos indefinidos, que se afastavam por vezes do naturalismo mais óbvio e revelavam um primado da pintura e suas condições físicas. A crítica quase nunca o entendeu, nem sequer estava preparada para isso. Neste sentido a sua modernidade foi plena, mas Columbano ao elaborar esta pintura não deixou de evocar a memória clássica dos séculos XVII holandês e espanhol. À medida que progrediu, o final do século XIX vê-lo-ia assim entregue a uma fusão entre modernidade e memória clássica, através de uma continuada prática do retrato para o qual convocou toda uma geração intelectual, que se configurou como uma constelação de signos no horizonte do pessimismo que a situação cultural nacional experimentava. Foi também no final do século que atingiria um pleno e unânime reconhecimento da crítica que o transformou no pintor oficial para o século seguinte, que já não seria o seu.

                                                                              (P.L.) Pedro Lapa



FORMAÇÃO

Os primeiros trabalhos de Columbano foram realizados em casa sob o magistério de seu pai o pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro (1815-1880). Concluiu o curso de pintura na Academia de Belas Artes de Lisboa em 1876 com aproveitamento deficiente pelas faltas continuadas e pouca aplicação. Foi aluno de alguns dos mais relevantes artistas da geração romântica como Tomás da Anunciação, Miguel Lupi, Vítor Bastos e Simões de Almeida. A sua aprendizagem terá sido essencialmente realizada em casa com o pai que cultivou uma pintura em pequenos formatos de cenas de costumes, dentro de um gosto seiscentista holandês. Foi este gosto que transmitiu ao filho através de um ensinamento em convívios familiares durante os serões. Columbano estreou-se no Salão da Sociedade Promotora das Belas Artes em 1874 com pinturas de costumes populares, por vezes anedóticos. Em 1878 concorreu a uma bolsa para estudar Pintura de Paisagem em Paris, mas o júri preteriu-o. Tentaria ainda uma vez mais a bolsa para Paris, em 1880, na modalidade de Pintura de História, mas seria novamente preterido.



O PINTOR RADICAL DA VIDA PEQUENO-BURGUESA

O ano de 1880 denota uma profunda e radical mudança no rumo da pintura de Columbano. As pinturas que apresentou no Salão da Promotora e posteriormente numa exposição realizada com o seu amigo António Ramalho eram predominantemente de género e mostravam-no especialmente atento aos episódios da vida romântica e urbana. Columbano remontava a uma prática realista de observação social, revelada nas particularidades de uma vida pequeno-burguesa bem escolhidas, mas de forma despolitizada. Reelaborava um realismo com ironia sensível e uma crítica subtil dos costumes, como consequência possível da pintura de género e do retrato que então definiam a sua nova produção. A vida urbana e as respectivas situações tornaram-se susceptíveis de um inventário que foi realizando como que em resposta à invectiva de Ramalho Ortigão: “ O que nos falta é um pintor de costumes e um interpretador da realidade humana".

A crónica da vida moderna que Columbano empreendeu foi servida por uma pintura profundamente moderna onde, por um lado, os traços descritivos das fisionomias se circunscrevem a pequenos sinais que definem os códigos das acções desenvolvidas e, por outro, as superfícies pictóricas assumem ritmos e configurações que desconectam as manchas cromáticas de qualquer função descritiva e contribuem para uma planificação e abstractização do espaço. A radical liberdade destas pinturas faria recuar o próprio Ramalho Ortigão, pois que elas configuram um momento ímpar de afirmação da própria modernidade em Portugal.



EM PARIS, CAPITAL DO SÉCULO XIX

Embora tenha sido reprovado nas provas para o pensionato em Paris, Columbano terá movido influências e o Rei D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, através da Condessa de Edla, ofereceu-lhe uma bolsa, que se estendia à irmã do artista para o acompanhar. Em princípio, frequentaria o atelier de Carolus-Duran, que o apreciara em Lisboa, no entanto tal acabou por não acontecer, mas desse atelier Columbano guardou a amizade e a admiração do pintor norte-americano John Singer Sargent (1856-1925), que em vão o tentou levar para a Academia de Belas Artes. Infelizmente Columbano não procurou conhecer muitos artistas jovens e quando seria de esperar um encontro pleno com a capital da arte moderna, queixou-se de que Paris cheirava a pó de arroz e a óleo! Com relutância concluiu o pensionato e foi sobretudo o Museu do Louvre o seu principal atractivo. As pinturas que executou em Paris, cerca de dez, denotam uma alteração no curso da sua obra: as variações cromáticas passaram a uma gama mais contida de ocres distribuídos com maior fluidez da tinta, enquanto os fundos se tornaram escuros. O recurso ao claro-escuro, por vezes abordado com alguma complexidade, fez uma primeira aparição na sua pintura. Também o dinamismo e o instantâneo substituíram a pose tradicional do modelo, como acontece em A luva cinzenta ou no Retrato do jornalista Mariano Pina, que revelam uma aproximação a outro modelo de percepção, possibilitado pela fotografia. Mas a obra cimeira deste período foi Concerto de amadores, apresentada no Salon de Paris, de 1882. A grande escala e o motivo intimista contrastam, o tratamento da luz diversificou-se, entre sugestões clássicas e um entendimento moderno. Em última análise, Columbano tentava reconfigurar algumas memórias da história da pintura com uma visão moderna e simultaneamente particular.



A PINTURA MODERNA

O regresso de Paris foi esperado com expectativa, até porque Columbano era considerado por alguma crítica, em Portugal, como o mais radical dos pintores modernos. Entretanto, os naturalistas agrupados em torno de Silva Porto, que trouxera para Portugal, em 1880, a novidade da pintura de ar livre, formaram o Grupo do Leão, assim designado pelo nome da cervejaria onde se encontravam em tertúlia e vida boémia. Em 1881 deram início às exposições de Pintura Moderna. Columbano participaria a partir da segunda exposição, enviando algumas pinturas antigas, as novidades guardou-as para a terceira exposição do grupo, aberta no final de 1883, quando regressou de Paris. Uma nova paleta organizava a sua pintura, os fundos escuros e o recurso ao claro-escuro da fase de Paris deram lugar a fundos claros, onde a figura mais escura se passava a inscrever. Não existem modelações de volume, mas superfícies planas, por vezes com valores matéricos acentuados, a partir das quais se constrói a figura. Tudo é sintético e reduzido à relação que o tratamento das superfícies, puramente pictórico, tem com a percepção do retratado e o seu contexto. Curiosamente, Columbano retomava uma via mais moderna para a sua pintura e a memória de Manet (1832 - 1883) era assumida. A crítica nacional, mesmo Ramalho Ortigão que o defendera, acusava-o agora de realizar uma pintura incompleta. Apenas Mariano Pina, frequentador assíduo dos Salons de Paris, o defendeu, demonstrando com isso o profundo desconhecimento da actualidade plástica em que o país e os seus quadros culturais viviam.



UM INVENTÁRIO DOS ESPÍRITOS

No final da década de 80 a pintura de Columbano sofreu uma profunda alteração depois de uma viagem a Madrid, onde admirou Velázquez e os tenebristas, e a Paris, então dominada pelo Simbolismo. O Retrato de Antero de Quental será o momento mais significativo e inicial desta nova fase. Os fundos escuros regressam e os retratados parecem emergir da escuridão. Os valores matéricos da tinta são agora mais diluídos que nunca e conferem aos retratados uma aparência espectral, pelo que uma idealidade vaga se sobrepõe à percepção naturalista. Eça de Queiroz, reflectindo sobre a estética da última década do século, referia que se assistia então “ao descrédito do naturalismo” e que os retratos eram feitos “como para desprender tanto quanto possível o homem da sua carnalidade, e não lhe perpetuar mais que a semelhança do espírito”. Columbano experimentou na primeira metade de 90s uma abordagem simbolista através de uma série de retratos da inteligentsia de um Portugal que experimentava então a falência de um sistema político-cultural e dos ideais positivistas com que ela própria se propusera alterá-lo. Cada retratado figura assim o vestígio de uma obra ausente e por ele tornada presente, definindo no seu conjunto um amplo retrato do pensamento e das suas condições, em finais de oitocentos.



AO CORRER DO TEMPO

Paralelamente à série de retratos de pendor simbolista sobre a inteligentsia portuguesa, Columbano foi desenvolvendo outras galerias de retratos, onde uma percepção imanente cruza o naturalismo com outras referências heterogéneas. Como um contraponto ao drama político-cultural estas pinturas assumem um fascínio pela reiteração do entendimento tradicional do pintor e dos seus temas ancestrais. Por um lado, o retrato elegante e mundano de referência moderna, que tinha no seu tempo expoentes em J. S. Sargent ou Giovanni Boldini, interessou-o, pelo que o experimentou com personalidades da vida social da época; por outro lado, as tradições dos bodegónes espanhóis seiscentistas ou dos interiores sombrios e tranquilos dos petit-maîtres holandeses, que sempre lhe despertaram a atenção, apareceram nesta fase como sinal de uma partilha: o gosto burguês dominante, dominado pela mestria do pintor. É então o gosto de uma época e dos seus protagonistas que a pintura de Columbano aborda no limiar de outro século.



Ficha Técnica


FICHA TÉCNICA


Comissariado: Pedro Lapa, Maria de Aires Silveira

Textos: Mercês Lorena, Rui Afonso Santos, Maria de Aires Silveira, Foteini Vlachou

Produção: Maria de Aires Silveira

Coordenação da Montagem: Maria de Aires Silveira

Montagem: Amélia Godinho, António Rasteiro, Feirexpo

Comunicação: Nuno Carvalho

Serviço Educativo: Catarina Loureiro de Moura

Registo: Amélia Godinho

Logística e Apoio Administrativo: Benvinda Silva

Secretariado: Angelina Pessoa, Conceição Cunha

Recepção e Vigilância: António Chaparreiro, Liliana Dias, Maria José Dias, Filomena Maurício, Susete Saraiva, Vítor Pereira

Design Gráfico: Vera Velez

Transporte: InterArtis

Construção: j.c. Sampaio, Lda.

Seguros: Lusitânia Seguros