Antiguidades Egípcias

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Lâmina serrilhada
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  • Nº de Inventário: E 403
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Utensílios líticos e sub-produtos de talhe
  • Autor: Autor desconhecido
  • Técnica: Talhada
  • Dimensões: Comp: 15,8, Alt: , Larg: 3,5,
  • Incorporação: Núcleo Leite de Vasconcelos
  • Descrição: Faca de pedúnculo lateral com talhe plano largo e bilateral em ambos os lados; retoque extensivo no anverso e limitado a partir do gume esquerdo no reverso; gume convexo na superfície exterior e côncavo na superfície oposta, com extremidade distal arredondada.(LMA)
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Paleta
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  • Nº de Inventário: E 12
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Autor: Autor desconhecido
  • Dimensões: Comp: , Alt: 15,8, Larg: 7,7,
  • Incorporação: Núcleo Leite de Vasconcelos
  • Descrição: Placa zoomórfica obtida pelos corpos geminados de dois falcões cujas cabeças, ao alto, se opõem. As patas e as caudas são sumariamente indicadas com as penas rectrizes marcadas por incisões. Tem um orifício bicónico de suspensão na junção das duas cabeças. (L.M.A.)
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Pulseira
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  • Nº de Inventário: E 250
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Adereços (e objectos de adorno)
  • Dimensões: Comp: , Alt: , Larg: ,
  • Incorporação: Núcleo Leite de Vasconcelos
  • Descrição: Pulseira circular de alabastro de fino polimento com secção circular. (Luís Manuel de Araújo, Abril 1998)
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Pulseira
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  • Nº de Inventário: E 249
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Adereços (e objectos de adorno)
  • Técnica: Faiança policromada
  • Dimensões: Comp: , Alt: , Larg: ,
  • Incorporação: Colecção Barros e Sá
  • Descrição: Pulseira de faiança com ligeiro relevo cordado e tonalidades amarelas e acastanhadas sobre o fundo azul. (LMA)
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Pente
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  • Nº de Inventário: E 260
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Instrumentos e utensílios
  • Técnica: Talhado
  • Dimensões: Comp: 6,5, Larg: 7,2,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Pente com uma fiada de dentes em bom estado de conservação, com a parte superior alta e terminando com três saliências equidistantes que limitam as duas linhas curvas do bordo.Tem junto aos dentes duas linhas incisas paralelas. (LMA)
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Estatueta de Osíris
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  • Nº de Inventário: E 186
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Fundição/molde de cera perdida.
  • Dimensões: Comp: , Alt: 27, Larg: 8,2,
  • Incorporação: Palácio Nacional da Ajuda (nº 1184)
  • Descrição: Estatueta de bronze de Osíris, deus da eternidade, com uma coroa simples, a coroa branca, que o identifica como soberano do Além. Esta identificação é reforçada pela presença da pêra entrançada, da serpente sagrada, e dos ceptros.(LMA)
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Estatueta de boi Ápis
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  • Nº de Inventário: E 183
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido
  • Técnica: Molde de "cera perdida"
  • Dimensões: Comp: 5,6, Alt: 6, Larg: ,
  • Incorporação: Palácio Nacional da Ajuda
  • Descrição: Estatueta zoomórfica representando o boi Ápis, arauto de Ptah, com a sua reconhecível iconografia: disco solar entre a cornamenta, serpente sagrada irrompendo no disco, elementos simbólicos do pescoço e dorso, orgão sexuais marcados e posição de marcha. Se bem que nesta figura os elementos simbólicos do pescoço e dorso não estejam totalmente visíveis, eles constituíam decoração habitual no sagrado Ápis: triângulos na fronte, escaravelho na parte inferior do pescoço, manchas a meio do dorso prolongando-se pelos flancos como que a formar uma manta de decoração geométrica, situada entre dois discos solares alados cujas asas se prolongam igualmente pelos flancos. Embora nem sempre tal suceda, o touro pode exibir um colar largo no pescoço o qual nas pinturas toma o aspecto de pelagem branca e preta. A cauda desce de uma das patas traseiras. (LMA)
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Estela funerária de Hesemtjet
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  • Nº de Inventário: E 39
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Dimensões: Comp: , Alt: 51, Larg: 29,
  • Incorporação: Palácio Nacional da Ajuda (nº 6684)
  • Descrição: Estela funerária rectangular, com moldura em relevo e remate superior em gola encornijada. Inscrições hieroglíficas na horizontal (três linhas) e na vertical (sete, das quais duas maiores) envolvendo duas figuras em pé, um homem e uma mulher. As linhas hieroglíficas são delimitadas por traços incisos. (LMA)
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Estatueta funerária de Gautsechnu
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  • Nº de Inventário: E 82
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Técnica: Faiança
  • Dimensões: Comp: , Alt: 9.7, Larg: 3.7,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Estatueta humana mumiforme com os braços cruzados no peito e as mãos segurando alviões. Tem detalhes a preto: peruca listada na vertical, olhos e boca, alviões, cesto nas costas e inscrição hieroglífica frontal na vertical. (LMA)
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Sarcófago de Pabasa
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  • Nº de Inventário: E 136
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Antropologia física
  • Técnica: Talhe e pintura
  • Dimensões: Comp: 185, Alt: , Larg: 48,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Sarcófago contendo uma múmia, profusamente decorado, feito de madeira com cobertura de estuque pintado e envernizado. Constituído por duas partes com a de cima encaixando na de baixo, contém um corpo mumificado envolvido num sudário de linho. O interior do sarcófago está revestido de linho, sem qualquer decoração ou inscrição. Ao contrário da metade inferior, a metade superior foi envernizada e com o tempo as cores foram-se alterando, apresentando o sarcófago um característico tom amarelado, notando-se, entre outras alterações cromáticas, a passagem do azul para verde escuro. O rosto, de traços bem delineados e olhar expressivo, é envolvido por uma cabeleira de listas paralelas caindo sobre o peito que assenta no grande colar floral de várias voltas, pintado com diferentes motivos, sendo de sublinhar a habitual presença das flores de lótus estilizadas. Ostenta pêra osírica pintada de preto. Sobre a cabeça, e interrompendo a decoração listada, encontra-se uma cartela tendo inscrito um escaravelho sagrado que empurra dois discos solares, o maior com as patas da frente e o menor com as patas de trás. A profusa temática da cobertura divide-se em vários registos de carácter mitológico, separados entre sí por um friso de pequenos rectângulos coloridos e de elementos vegetalizantes. O primeiro registo apresenta como tema central um complexo símbolo de Abidos (singo R17 de Gardiner) que se prolonga para cima e avança pelo grande colar floral, sendo constituído por um signo "dju" (colina) no qual se apoiam duas figuras leoninas opondo as costas, dando-se as mãos e cruzando as asas; segue-se um signo "aker" com duas serpentes solarizadas, tendo por cima um disco solar vermelho com uma serpente de pescoço dilatado e duas altas plumas. A referida colina, que serve de base à alegoria abidiana, é ladeada por dois pássaros "ba" (aves de rosto humano, corporizações de um elemento material presente nas pessoas e nos deuses) em pose de veneração, e ainda por uma imagem de Hórus coberto por uma pele de leopardo, identificado pela legenda hieroglífica ao lado como sendo o Hórus Vingador (Hornedjeti), à direita, e uma figura já apagada (Tot?), à esquerda. Qualquer das figuras divinas exibe o "ankh" numa das mãos, pendendo-lhes dos braços um "ankh" e duas "uas" (vida e prosperidade). Prosseguindo para o lado direito, vemos duas crianças nuas representando os filhos de Hórus identificados, pelos textos que correm na vertical, como sendo Imsethi e Hapi; para o lado esquerdo estão outros dois filhos de Hórus, também como crianças nuas, designados pelos seus nomes de Duamuetef e Kebehsenuef. O segundo registo apresenta ao centro Osíris entronizado, com o seu nome escrito ao lado, e com a simbologia típica da coroa branca, indumentária de mumificado com colar, mãos unidas à frente do peito com o ceptro "nekhakha" para a direita, e o "hekat" para a esquerda: ladeiam Hórus as suas irmãs Ísis (à frente) e Néftis ( atrás), cada uma com o respectivo signo identificador sobre a cabeça e com o reforço das legendas com os nomes. Atrás de Ísis, e em posição de adoração, virado para Osíris, encontra-se o defunto, de cabeça rapada e vestido de linho, com colar, pulseiras e braceletes, identificado pelo texto vertical à sua frente: sacerdote "semati" Osíris Pabasa, filho de Hor. Segue-se a imagem de um babuíno mumificado acompanhado por um estandarte de pluma e com um pequeno trecho que, no essencial, alude às preces dedicadas ao seu senhor, todos os dias, "para alegria do seu coração". Para a esquerda, atrás de Néftis, postam-se a deusa Serket e uma divindade feminina antecedidas por pequenos textos na vertical. O terceiro registo aparece-nos, como tema central, o deus solar Ré-Horakhti, chamado de deus grande e senhor do céu, com os atributos da realeza e sentado perante um altar recheado de oferendas (pães e flores de lótus), pousadas sobre o signo "hotep" (aqui claramente com o significado de oferenda), ladeando o pé do altar dois vasos com água do Nilo envolvidos por uma planta de lótus; à direita está o monstro devorador de corações impuros sentado sobre uma caixa; depois, com o corpo meio apagado pela falta de um fragmento de gesso pintado, vê-se Tot, "netjer" letrado, manejando a paleta e o cálamo e preparando-se para registar a ocorrência do julgamento e a decisão final; ainda para a direita encontra-se a balança na pesagem do coração do defunto para ver se está limpo de iniquidade e poder ser considerado puro (ou justificado); sobre o elemento central da balança posta-se um babuíno tendo atrás de si uma legenda identificadora de quem está a ser avaliado na pesagem: O Osíris Pabasa (aqui com o nome abreviado para Basa); dois deuses completam a cena: Anúbis, com cabeça de cão selvagem, controlando o prato da esquerda, e Hórus Vingador verificando o fiel da balança, ambos identificados pelos respectivos nomes. Para a esquerda, e logo atrás de Ré-Horakhti, perfila-se a deusa Neit, com o signo do seu nome sobre a cabeça, seguida por uma serpente exibindo a coroa emplumada "atef". Um esquife com o sarcófago do defunto a merecer os cuidados de Hórus constitui o tema central do quarto registo, tendo à cabeça e aos pés Isís e Néftis, ambas ajoelhadas sobre o hieróglifo "nub" (ouro). Sob o leito fúnebre, na forma tradicionalmente leonina, encontram-se os bens que o justificado levará para o além. O quinto registo mostra-nos Osíris mumificado, com o colar e coroa branca com serpente sagrada, ladeado por elementos vegetais, dentro de um círculo, o qual, por sua vez, é guarnecido por dois obeliscos; à direita encontra-se Iunmutef com a sua característica pele de leopardo e à esquerda apresenta-se Tot, declarado como senhor dos Oito, isto é, o deus tutelar de Khmunu (a actual Ihnasseia el-Medina). Finalmente, o último registo mostra-nos um falcão em pose sokárica, uma imagem arcaizante de forte timbre funerário, ladeado por inscrições e por pássaros "ba" e apoiado num colcorido signo "heb", a partir do qual começa a curvatura do sarcófago para a formação dos pés rematados à frente pelo signo "uen" "wn" (festa ?). Segue-se, já na base, um friso de signos "ankh" ladeados por "uas" apoiados em signos "neb". A base do sarcófago apresenta no fundo o touro Ápis lançado em corrida, de corpo manchado e com serpente entre a cornamenta, tendo por cima os signoa que o identificam como Osíris Ápis. Na metade inferior encontra-se um longo texto hiéroglifo extraído do «Livro dos Mortos», com quatro colunas de cada lado, na vertical, separadas entre sí por traços pretos. A parte de trás é ilustrada por uma inscrição hieroglífica vertical, pintada no grande pilar djed, o qual se remata em cima por um signo "ankh" humanizado, com dois braços (decorados com bracetes e pulseiras) que erguem um disco solar. O "ankh" com dois braços inscreve-se na cabeleira listrada. Tanto o pilar djed, em vermelho, azul escuro e verde claro, como os hiéroglifos, a preto, foram pintados sobre o fundo amarelo. (LMA)
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Serpente solarizada
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  • Nº de Inventário: E 191
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Técnica: Esculpida e pintada
  • Dimensões: Comp: , Alt: 16, Larg: 4,3,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Figura em madeira pintada representando uma serpente que exibe sobre a cabeça um disco solar, provavelmente usada como elemento decorativo de materiais funerários. O pescoço tumefacto do ofídio está pintado com detalhe e algum realismo, em tons de cor verde, preta, castanha, amarela e branca, mostrando a linha central listada e as escamas dilatadas em pose de agressão. (LMA)
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Estatueta masculina
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  • Nº de Inventário: E 146
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Esculpida e pintada
  • Dimensões: Comp: , Alt: 32, Larg: 10,5,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Estatueta masculina de madeira polícroma, sentada num banco. A figura feita em duas peças, unidas nas coxas, está pintada em castanho escuro e exibe o típico saiote branco; o cabelo é preto e a íris branca. Os braços estendem-se para a frente, as mãos situam-se sobre os joelhos, fechadas, estando já sem os instrumentos de trabalho que a estatueta antes exibiu (maço e cinzel). (LMA)
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Esfinge criocéfala
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  • Nº de Inventário: E 195
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Esculltura
  • Dimensões: Comp: 40, Alt: 22, Larg: 15,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Figura de animal representando uma esfinge com corpo leonino e cabeça de carneiro com cornamenta revirada para a frente, orifícios para a implantação das orelhas, pêra e, provavelmente, as penas amonianas. Tem cauda em relevo sobre o lado direito posterior e indicação da juba, tendo as patas merecido tratamento sumário com toscos detalhes anatómicos. O animal assenta sobre uma base que é direita à frente e arredondada atrás. (LMA)
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Busto faraónico
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  • Nº de Inventário: E 196
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Esculpida
  • Dimensões: Comp: , Alt: 23,5, Larg: 18,3,
  • Incorporação: Colecção Palácio Nacional da Ajuda
  • Descrição: Busto de um faraó com o toucado real, constituindo o fragmento de uma estátua que se quebrou pelo abdómem. O toucado listado, rematado atrás de forma entrançada, apresenta um orifício frontal para a colocação da serpente sagrada. Vestígios de implantação do colar usekh e de braceletes. (LMA)
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Tecido copta
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  • Nº de Inventário: E 429
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Têxteis
  • Técnica: Tecelagem
  • Dimensões: Comp: , Alt: 18,5, Larg: 19,5,
  • Incorporação: Aquisição de José Leite de Vasconcelos no Nilo e Luxor
  • Descrição: Fragmento de tecido com uma decoração orbicular parcialmente desaparecida feita em linho e lã sobre tela de linho. Tem motivo central em fundo vermelho com quatro figuras estilizadas (duas com cabeça humana e duas com cabeça de animal) e um motivo vegetal em baixo a verde. Orla envolvente com decoração de ondas encadeadas. (LMA)
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Cartonagem de Irtieru
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  • Nº de Inventário: E 135
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Autor: Autor desconhecido
  • Técnica: Pintura
  • Dimensões: Comp: 184, Alt: , Larg: 51,5,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Caixa antropomórfica, contendo uma múmia, em cartonagem polícroma e dividida em vários registos com temas de carácter mitológico e inscrição hieroglífica frontal. A inscrição dá-nos o nome do proprietário: Irtieru " Que os olhos se voltem contra eles". Neste caso podem os olhos ser entendidos como os de Hórus. O rosto está pintado de castanho com bons detalhes fisionómicos, tendo já desaparecida a pêra osírica que deveria ter no queixo. Tem peruca preta tripartida sem decoração, caindo sobre o peito. Sob as pontas terminais da cabeleira vê-se um grande colar floral de nove voltas que vão terminar na barra vertical amarela que acompanha lateralmente o sarcófago. O primeiro registo mostra uma estilização do santuário abidiano (signo R17 de Gardiner) encimado por um disco solar alado de onde se projectam, para cima, duas plumas "kachuti". Ladeando o santuário estão várias divindades identificadas pelos respectivos nomes hieroglíficos que acompanham as figuras: à esquerda Ísis, Serket e uma figura feminina que exibeo signo "chen", seguindo-se um "udjat" e uma serpente alada com coroa branca e penas maéticas nas mãos: à direita Néftis, Neit e uma figura feminina com o signo "chen", rematando-se o registo tal como no lado contrário, com um "udjat" e a serpente alada com as penas maéticas de cor branca. Todas as divindades representadas estão em pose de veneração, erguendo as mãos em direcção ao centro; Serket e Neit têm signod "ankh" pendendo dos seus braços. O segundo registo mostra-nos, partindo da colina (dju) que está ao centro e de onde sai a alegoria abidiana que sobe até ao colar, várias divindades masculinas que se apresentam de pé. Para a direita vemos Hórus, seguido por Hapi, com a típica cabeça de babuíno e Kebehsenuef com cabeça de falcão, cada um deles identificados pelos nomes hieroglíficos; à esquerda, e também virados para o centro, estão Tot (trata-se provavelmente da desconhecida divindadade hermopolitana, aqui com a cabeça apabada por destruição do revestimento), Imseti com cabeça humana e Duamutef reconhecível pela sua cabeça de cão selvagem e tal como os outros deuses, também pelas inscrições. Ao meio do sarcófago plana com um grande falcão solarizado exibe nas suas garras o círculo mágico "chen" e abre as asas. O disco solar que tem sobre a cabeça também é alado. Segue-se uma profusa decoração alada com uma série de divindades postadas lateralmente a lançarem as suas asas sobre a frente do sarcófago e a interromperem o texto que se desenvolve na vertical numa faixa enquadrada. As duas figuras de cima estão identificadas pelas legendas como sendo Ísis e Néftis, dendo que os falcões que estão por baixo representam igualmente as duas irmãs de Osíris, desta vez com a forma de falcão e assentes sobre o signo "nub" (ouro), mas com os seus signos hiéroglificos sobre a cabeça. A decoração remata-se nos pés com dois discos solares de asa descida, acompanhando o final do texto onde se encontra o nome do defunto e a declaração de justificado (maé-kheru). Entre os discos solares e a curva lateral uma pequena inscrição, que se repete em cada lado evoca o Hórus de Behedet. A base do sarcófago, que apresenta como decoração uma barra vermelha ladeada por duas barras azuis, mostra no fundo uma imagem de boi Ápis. A parte posterior do sarcófago que tem, tal como a interior, fundo branco sobre a qual se implantou a temática decorativa, sendo toda ela ocupada praticamente porum grande pilar "djed" osirificado, isto é, representado como parte integrante do corpo de Osíris. (ARAÚJO, 1993) Esta peça foi recentemente republicada (OAP, 25) Álvaro Figueiredo que a designa como caixão e não como sarcófago, propondo ainda uma cronologia diferente da atribuída por ARAÚJO. Assim situa-a entre XXII e XXIII dinastias, entre o reinado de Osorkon I (924-889 a.C.) e cerca de 715 a.C.
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Sandália
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  • Nº de Inventário: E 253
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Têxteis
  • Dimensões: Comp: 28, Alt: , Larg: 12,5,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Sandália em razoável estado de conservação, com a parte da frente arredondada e tiras para ajuste ao pé (neste caso o pé esquerdo). As fibras superiores estão dispostas na horizontal e assentam sobre outras dispostas na vertical, sendo a sandália debruada.
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Almofariz
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  • Nº de Inventário: E 258
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Instrumentos e utensílios
  • Técnica: Talhada e Polida
  • Dimensões: Comp: 14, Alt: , Larg: 5,8,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Almofariz de formato rectangular com superfície superior côncava apresentando vestígios de utilização. A base é de fundo quadrangular de aspecto convexo e facetado.
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Cabeça
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  • Nº de Inventário: E 200
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Talhe e Escultura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 16, Larg: 12,
  • Incorporação: Palácio Nacional da Ajuda
  • Descrição: Cabeça de estátua partida pelo pescoço, mas ainda com parte do ombro direito. O tipo de cabeleira arredondada num rosto de linhas suaves, permite datá-la de uma época que se poderá situar entre a XXVI Dinastia e princípios do período ptolemaico. A expressividade do rosto foi reduzida pela danificação da sua parte frontal e os parcos vestígios de uma inscrição gravada sobre a cabeça também reduzem as possibilidades de uma identificação mais precisa: é que a figura exibe aí uma cartela com signos de tal modo apagados que não possibilitam a leitura. O facto de ostentar tão importante signo sobre a cabeça não faz dele um faraó, até porque não se encontram presentes outros símbolos identificadores da realeza como a cobra sagrada na fronte ou a pêra de cerimónia. Sabe-se que muitos funcionários revigoravam a eficácia das suas estátuas com a gravação do nome do monarca reinante e ao serviço do qual estavam.
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Estatueta de Sekhmet
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  • Nº de Inventário: E 199
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Faiança verde
  • Dimensões: Comp: , Alt: 5, Larg: 2,5,
  • Incorporação: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Descrição: Peça fragmentada tendo-se perdido a parte inferior desta figura da deusa Sekhmet com cabeça de leoa e com o disco solar de onde irrompe frontalmente a serpente sagrada. Os traços do rosto leonino estão admiravelmente esculpidos e são bem completados com a cabeça tripartida estriada. O braço direito mantém-se caído ao longo do corpo enquanto o esquerdo está flectido para que a mão segure à frente o símbolo "uadj" do qual se vê apenas o remate superior com uma corola papiriforme decorada. Tem plinto dorsal.
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Estatueta de divindade
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  • Nº de Inventário: E 198
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Escultura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 5,6, Larg: 3,4,
  • Incorporação: Palácio Nacional das Necessidades
  • Descrição: Estatueta fracturada pela cintura, restando a parte superior com cabeleira tripartida estriada, pêra divina, grande colar, membros superiores não individualizados e cavidade elíptica no peito para inscrustação de um escaravelho, já desaparecido. Vindas da fractura sobem duas asas incisas, de diferente tamanho, terminando a maior junto ao colar. No alto da cabeça encontra-se um orifício para adaptação de simbologia a qual, se ainda existisse, facilitaria a identificação. É possível que a estatueta representasse o deus Atum ou, num sincretismo conhecido, Khepri-Atum, pelo que a imagem teria forte conotação solar (Khepri associava-se ao nascer do sol e estaria aqui identificado pelo perdido escaravelho, e Atum significava o ocaso, sendo referido através da simbologia sobre a cabeça). (Luís Araújo)
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Estatueta de Bovídeo
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  • Nº de Inventário: E 194
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Escultura
  • Dimensões: Comp: 21,8, Alt: 7,5, Larg: ,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Estatueta de um boi ajoelhado, sem cornamenta, que fazia certamente parte de um conjunto de imagens destinadas a evocar no túmulo os trabalhos agrícolas.(Luís Araújo)
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Estatueta funerária
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  • Nº de Inventário: E 80
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Modelação e provável pintura a branco já desaparecida.
  • Dimensões: Comp: , Alt: 18, Larg: 5,7,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Figura mumiforme da qual a pintura praticamente desapareceu e as inscrições se encontram apagadas. Apresenta os braços cruzados no peito e detalhes em relevo: rosto, mãos e peruca tripartida (esta ainda com vestígios de preto). A estatueta é de boa modelação com indícios de que já esteve pintada de branco.
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Máscara Funerária
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  • Nº de Inventário: E 132
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Técnica: Modelação e Pintura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 41, Larg: 28,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Máscara funerária representando um rosto humano, com os traços fisionómicos bem demarcados. No seguimento de uma tradição milenar, que vinha pelo menos desde o Império Médio, o seu objectivo era proteger o rosto do defunto e perpetuar-lhe os traços serenos e saudáveis. As técnicas, os materiais e os estilos modificaram-se consoante as épocas, mas a intencionalidade da máscara permaneceu e é característica comum procurar uma imagem de eterna juventude ou de maturidade confiante num rosto onde as linhas são perfeitas. O ouro, matéria incorruptível, considerada a carne dos deuses, marca presença em máscaras reais e de altas personalidades. No entanto, muitos justificados de menor categoria seriam reconhecidos pelo respectivo "ba" e preservariam os seus traços fisionómicos idealizados através da máscara presente no próprio sarcófago. Esta máscara, pintada de dourado, acaba por ser um prático substituto para a cobertura em ouro. Os olhos bem delineados, denotam uma verdadeira expressão de vida.
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Amuleto representando Udjat
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  • Nº de Inventário: E 59
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Técnica: Modelação e cozedura (frita)
  • Dimensões: Comp: , Alt: 2, Larg: 2,9,
  • Incorporação: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Descrição: Olho de Hórus, "Udjat", gravado num só lado, com sobrancelha estriada, pupila indicada por ténue círculo, traços dos contornos do olho e linha espiralada de bonito remate marcados por linhas duplas incisas, apêndice lacrimal com incisões verticais. Tem orifício para suspensão em perfuração horizontal.
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Molde para amuleto Udjat
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  • Nº de Inventário: E 72
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Artefactos ideotécnicos
  • Técnica: Modelação e cozedura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 4,7, Larg: 5,2,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Molde para o fabrico do amuleto "udjat", com sobrancelha, contornos do olho com prolongamento lateral, pupila, apêndice lacrimal e remate inferior espiralado. Entre a sobrancelha e o remate inferior espiralado estão incisas estrias verticais interrompidas pelo desenho do olho. Tem dois pequenos canais laterais.
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Estela
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  • Nº de Inventário: E 40
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Talhe e escultura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 27,2, Larg: 19,5,
  • Incorporação: Palácio Nacional da Ajuda
  • Descrição: Estela de topo arredondado, com moldura envolvente em relevo suave, interrompida no canto inferior esquerdo devido à fragmentação da peça. A estela, que tem vestígios de policromia, apresenta dois registos separados: em cima o defunto, com a mão direita pousada sobre um altar bem recheado de virtualhas, perante um faraó divinizado, que está entronizado sob um sol alado; em baixo um homem e uma mulher transportando oferendas. A curiosidade da temática desta estela reside no facto de o disco solar apresentar apenas uma asa que cai sobre o faraó o qual se encontra sentado num trono de estilo arcaico. A peça não tem qualquer inscrição. Pensa-se que o faraó representado seja Amen-hotep I, divinizado na região tebana, nomeadamente em Deir el-Medina. O faraó ostenta a coroa azul, ou "kheprech", exibindo o centro "hekat" na mão esquerda e o signo "ankh" na mão direita; a cauda taurina sai-lhe pela frente, caindo ao longo das pernas. o trono e os pés do monarca divinizado assentam sobre uma pequena base. O altar apresenta uma série de oferendas, sobrepondo-se umas às outras como que a flutuar: a ausência de noção de perspectiva levava os escultores e pintores a acumular os produtos que pretendiam mostrar, sendo assim possível reconhecê-los na imagem. No registo inferior, uma figura masculina, virada à esquerda, antecede uma mulher, levando ambos oferendas. No registo superior o homem tinha o cabelo cortado rente enquanto no de baixo exibe já uma cabeleira curta e de aspecto crespo; transporta um quarto traseiro de bovino ou de antílope. A mulher leva um bolo de forma piramidal, apresentando longa cabeleira e vestido justo de alças que deixa ver as elegantes e curvilíneas formas do corpo.
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Fragmento arquitectónico
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  • Nº de Inventário: E 32
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Técnica: Escultura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 67, Larg: 22,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Fragmento rectangular com inscrição hieroglífica em duas linhas verticais paralelas, separadas por traços incisos; apresenta vestígios de policromia. Perdeu-se neste fragmento a parte inferior, e por isso não sabemos o nome do seu proprietário. Em compensação, temos o início da dupla inscrição, com ambos os textos a começar pela fórmula de oferenda ritual "hotep- di-nesu". Como se vê pela tradução, uma das diferenças reside no nome da divindade a quem a oblação se destina (para depois ela fluir, impregnada de divino, para o beneficiário do túmulo e da capela funerária). À esquerda o deus invocado é Osíris, com o epíteto de "heka djet", senhor da eternidade; à direita apela-se para Ré-Horakhti, declarado deus grande, senhor do céu, isto é, "netjer aá, neb pet". A divindade sincrética Ré-Horakhti é o resultado da junção de dois poderosos deuses solares, Ré de Heliópolis, um dos grandes demiurgos do panteão, e o Hórus do Horizonte (ao qual, no Império Novo se julgava estar ligada a colossal esfinge de Guiza).
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Fragmento Arquitectónico de Amen-Nakht
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  • Nº de Inventário: E 31
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Técnica: Talhe e escultura
  • Dimensões: Comp: , Alt: 71, Larg: 20,
  • Descrição: Fragmento rectangular com inscrição hieroglífica na vertical, delimitada por traços, e duas figuras em baixo, viradas à esquerda, uma das quais sentada, tendo ambas pequenas legendas identificadoras. O fragmento arquitectónico de Amen-Nakht, que é uma das primeiras peças reunidas para a colecção ( foi trazida do Cairo em 1909 por Leite de Vasconcelos), parece ser de uma ombreira de porta. O texto tem os hieróglifos dispostos apontando para a esquerda, sendo por isso plausível aceitar a ideia de que ele faria par com um outro inscrito na ombreira contrária, situado à esquerda. Eventualmente seriam as ombreiras da porta da capela funerária de Amen-Nakht, cujo nome se traduz por "Amon é forte" e é dos nomes que na época (Império Novo) reflectia uma preponderância do deus Amon, não apenas na região tebana mas em todo o Egipto. O proprietário do túmulo e respectiva capela divulga na sua inscrição o nome do seu pai, Nebenmaet, prova de amor filial, mas também revelador da necessidade prática de uma melhor identificação da pessoa, devido a frequentes fenómenos de homonímia, sobretudo se pensarmos que a teoforização amoniana se prestava à frequente repetição dos nomes. Qualquer das personagens mencionadas se declara "maé-kheru", que se traduz por justificado e alude ao facto do defunto ter passado exitosamente pelo tribunal de Osíris que o levaria à eternidade. O título de Amen-Nakht é um dos mais vulgares na região de Deir el-Medina, onde viviam os trabalhadores dos túmulos do Vale dos Reis: trata-se de "sedjem-ach em Set-Maet", isto é, "servidor no Lugar de Verdade", o nome que se dava à necrópole tebana. Quanto à tradução à letra da expressão "sedjem-ach", ela vem a dar "o que escuta o apelo", que é como quem diz, a ordem do soberano, do vizir ou do chefe dos trabalhos, para a execução das tarefas ligadas ao túmulo real. (Luís Manuel de Araújo, Março 1990)
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Inscrição funerária
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  • Nº de Inventário: E 45
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Técnica: Talhe e escultura.
  • Dimensões: Comp: , Alt: 38, Larg: 27,
  • Incorporação: Palácio das Necessidades
  • Descrição: Fragmento informe, com duas figuras em pose de veneração, viradas à esquerda, já sem as pernas, tendo por cima um texto hieroglífico incompleto que se distribui por cinco linhas verticais separadas por traços incisos. O presente fragmento lítico exibe um texto incompleto, mas ainda assim se fica a saber que o nome do funcionário nele representado é Ipi, o qual desempenhou em vida o cargo de chefe dos copeiros (ou, como já foi traduzido, chefe dos despenseiros). O zeloso Ipi, cuja barriga esguia não condiz muito com as benesses e adiposidades que se esperariam de tão influente cargo, apresenta-se em pose de veneração perante uma divindade que já desapareceu na imagem. O "imirá ubau" Ipi fez-se representar com a calva polida e um elegante saiote de linho típico dos funcionários do período raméssida, o que em muito contribui para a datação da peça finamente esculpida e infelizmente fragmentada. Atrás dele encontra-se a sua esposa, exibindo farta cabeleira e um vestido de linho de longas mangas plissadas, também ela em pose de veneração à divindade que estaria à esquerda e da qual resta apenas uma mão e o longo ceptro "uas" que segurava. Quanto ao texto, distribuído por cinco colunas, importará referir a solicitação de um belo túmulo, "ahat nefert", situado na região tebana, ou, de acordo com o texto da segunda linha, "em khenu en Uaset", que é como quem diz, à letra,"no interior de Tebas". Segue-se depois a tradicional fórmula de atribuição ao defunto: "en ka en". A dama é apresentada com o tradicional (e muito actual) título de nebet per, ou seja, dona de casa, traduzindo um título honorífico e quiçá teórico, mas não deixando de aludir à importância que a mulher tinha na sociedade egípcia.
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Fragmento Arquitectónico de Ramsés II
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  • Nº de Inventário: E 42
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Talhe e escultura e vestígios de policromia
  • Dimensões: Comp: , Alt: 51, Larg: 30,
  • Incorporação: Palácio Nacional das Necessidades
  • Descrição: Fragmento arquitectónico, quebrado na ponta direita superior, que exibe uma cartela com um nome real (prenome de Ramsés II), antecedida pelo título de senhor das Duas Terras. Tem vestígios de policromia. O texto é ladeado por dois traços verticais incisos. A estela exibe o quarto nome de Ramsés II, envolto numa cartela, sendo esta forma onomástica da titulatura real também conhecida por prenome. Era o nome de coroação, recebido pelo monarca quando era investido no cargo e se revestia com o título de rei do Alto e Baixo Egipto: nesse importante momento o jovem Ramsés recebeu o nome de Usermaetré Setepenré, o qual significa "Poderosa é a Verdade de Ré, Escolhido por Ré". O título que encima a cartela não é o de rei do Alto e Baixo Egipto, como habitualmente sucedia, mas sim um outro que, afinal, significa o mesmo: "neb Taui", o "senhor das Duas Terras". A forma onomástica apresentada com esta grafia remonta à primeira metade do longo reinado do prolífero e faustoso monarca, atendendo a que depois novas modalidades gráficas foram introduzidas na elaboração dos seus quarto e quinto nomes encartelados, mantendo-se embora a mesma leitura. A observação da cartela permite detectar os signos de Ré, postados em anteposição honorífica, bem como alguns componentes do nome, como o signo "user" e a deusa Maet. (Araújo, 1993)
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Estatueta
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  • Nº de Inventário: E 416
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Escultura com pintura polícroma
  • Dimensões: Comp: , Alt: 39,5, Larg: 10,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Estatueta masculina, à qual falta um pé e a base original em madeira. Tem o corpo pintado de castanho escuro, o cabelo preto, bem como os olhos e as sobrancelhas, sendo a íris e o saiote brancos. A pose hirta reflecte bem o cânone da lei da frontalidade, sendo a outra grande forma canónica presente a coloração acastanhada e escura, do corpo masculino. O rosto, arredondado, marcado pela presença aguda do olhar, indica algum empenhamento na elaboração fisionómica por parte do escultor, o qual não deixou de dar um toque naturalista no relevo do peito e na configuração anatómica de braços e pernas. Os braços estão separados, como é habitual neste tipo de estatuetas: por uma questão de ordem técnica fazia-se primeiro o corpo e só depois se lhe juntavam os braços, presos com pequenas cavilhas de madeira. A tinta usada na pintura cobriria os interstícios da junção dos braços, dando a ideia que a estatueta era uma única peça.
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Estatueta
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  • Nº de Inventário: E 149
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Escultura e pintura a preto e branco
  • Dimensões: Comp: , Alt: 15,5, Larg: 6,5,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Estataueta feminina sentada de cócoras, já sem o braço esquerdo, enquanto o direito cai junto ao corpo. O cabelo (com uma fita branca), os olhos e as sobrancelhas são pretos, bem como a sucinta inscrição hieroglífica frontal, aqual se lê "Nofert", isto é, Bela. A questão consiste em saber se se trata de um nome próprio (a verdade é que não se segue o determinativo) ou se é o adjectivo qualificativo para a imagem representada. A posição da figura e o trabalho escultórico parecem não indicar uma dama de estrato social elevado, sendo antes mais plausível aceitar a ideia de que se trata de uma serva ou, eventualmente, uma concubina, neste caso chamada Bela.
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Estatueta de Ptah-Sokar-Osíris
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  • Nº de Inventário: E 142
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Escultura com pintura polícroma
  • Dimensões: Comp: , Alt: 44, Larg: 9,5,
  • Incorporação: Colecção Palmela
  • Descrição: Estatueta osiriforme profusamente decorada na sua parte frontal, a qual se pode dividir em quatro registos: o grande colar "usekh", rematado nas pontas por cabeças de falcão solarizado e composto por oito voltas com motivos florais separados por círculos em fundo preto; o escaravelho alado que empurra o disco solar tendo sobre a ponta das largas asas olhos "udjat" apoiados em signos "neb", depois, separados por frisos coloridos, vê-se com alguma dificuldade um quadro composto pelo deus Osíris em posição central com as insígnias típicas (ceptros e coroa) ladeado pelas deusas Néftis e Ísis com os respectivos signos identificadores praticamente desaparecidos; segue-se, dos joelhos para baixo, uma inscrição hieroglífica em três colunas delimitadas, cuja leitura prossegue pela curvatura dos pés, vindo terminar já no início da pequena base que está decorada com um motivo geométrico pintado, de forma rectangular. A parte posterior da estatueta não apresenta o cromatismo da frente, limitando-se a exibir duas barras verticais que acompanham o pilar dorsal desde o limite da cabeça até à base. Em estatuetas semelhantes o pilar dorsal contém uma inscrição, mas tal não sucede neste caso ( tipo IV de Raven com semelhanças do tipo IV C). Sobre a cabeça notam-se ainda vestígios de simbologia superior formada pelas altas penas com o disco solar da iconografia de Ptah-Sokar-Osíris, atributos estes que desapareceram. Quanto à longa inscrição hieroglífica em três colunas, ela inicia-se com a fórmula de "hotep-di-nesu", seguindo-se a dedicatória a Osíris. Grande parte da inscrição foi apagada, reconhecendo-se isoladamente este ou aquele signo. No entanto, mesmo que a totalidade do texto estivesse em condições de ser lida, esperava-se que ele não fizesse muito sentido, pois a estatueta data de uma época muito tardia (dinastia ptolomaica) em que os textos hieroglíficos pintados nos materiais funerários ganham sobretudo um efeito mágico e decorativo, com os executantes das obras a não fazerem qualquer ideia daquilo que estavam a escrever e sem se aperceberem do valor dos signos que iam copiando desordenadamente de outros textos. Acresce ainda o facto, comprovado em vários materiais do período em questão, que muitos dos signos então usados têm um valor criptográfico, pelo que, mesmo quando surgem correctamente desenhados e num contexto redaccional aparentemente lógico, a sua "leitura" é outra.
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Estatueta de Ptah-Sokar-Osíris
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  • Nº de Inventário: E 143
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Técnica: Escultura e talhe com pintura polícroma
  • Dimensões: Comp: , Alt: 55, Larg: 10,5,
  • Incorporação: Desconhecido
  • Descrição: Estatueta osiriforme com inscrição hieroglífica cursiva frontal, delimitada a traço grosso preto, a qual se repete nas costas da figura. O rosto apresenta ainda traços de dourado, restando também vestígios da pintura dos olhos a preto, bem como a linha negra que envolve o rosto e evoca a fita de suspensão da pêra osiríaca entretanto desaparecida. A cabeleira é azul, bem delimitada a traço preto, o qual envolve também a representação das orelhas. A estatueta não exibe o típico colar "usekh" que se vê em exemplares semelhantes, mas ele é sugerido pelo espaço de cor mais clara pintado entre as duas terminações da cabeleira que caem até ao peito. O corpo, elegantemente esculpido, é castanho e assenta sobre uma base que se prolonga em espigão para entrar na caixa em madeira que já não existe. Também já desapareceram as altas plumas que certamente exibia sobre a cabeça, restando apenas dois pequenos elementos de suporte a partir dos quais subiam as referidas plumas pintadas com o disco solar e a cornamenta retorcida que tipifica este género de estatuetas. O texto hieroglífico é constituído por signo cursivos a preto e razoavelmente desenhados. É enquadrado por traços largos a preto e corre na vertical sobre um fundo amarelo, não sendo fechado em baixo. Inicia-se pela clássica expressão "hotep-di-nesu" e apresenta-se simplificado, reduzindo ao essencial as invocações-oferendas, ou "peret-kheru" aqui gravadas (interpretada como " o que sai da voz") sendo como habitualmente solicitados o pão e a cerveja. A divindade evocada no texto é Osíris, que neste caso sintetiza o sincretismo de Ptah-Sokar-Osíris, cujos nomes surgem noutras estatuetas e noutro tipo de material funerário.
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Moeda de Ptolemeu III com cabeça de Alexandre o Grande
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  • Nº de Inventário: E 348
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Numismática
  • Técnica: Moldagem e fundição
  • Dimensões: Comp: , Alt: , Larg: ,
  • Incorporação: Colecção Barros e Sá
  • Descrição: Moeda de Ptolemeu III, Evergetes (246-221 a.C), apresentando no anverso a cabeça de Alexandre o Grande, virada à direita, com o corno de Amon rodeando a orelha, revestido com pele de elefante e égide; o reverso mostra uma águia de asas abertas, virada à esquerda pousada sobre um feixe de raios.
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Moeda de Ptolemeu III com cabeça de Zeus
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  • Nº de Inventário: E 349
  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Numismática
  • Técnica: Moldagem, fundição e cunhagem
  • Dimensões: Comp: , Alt: , Larg: ,
  • Incorporação: Colecção Barros e Sá
  • Descrição: Moeda de Ptolemeu III, Evergetes, tendo no anverso a cabeça de Zeus laureado, virado à direita, e no reverso uma águia de asas fechadas, virada à esquerda, pousada sobre feixe de raios e com um "E" entre as pernas; legenda grega no reverso.

Apresentação


A colecção de antiguidades egípcias do Museu Nacional de Arqueologia constituída por mais de quinhentas peças (das quais cerca de trezentas em exposição permanente) é a maior de Portugal, tendo sido reunida ao longo do século XX. Em 1909 Leite de Vasconcelos, fundador do Museu, trouxe do Egipto cerca de setenta objectos; umas duzentas peças foram obtidas pela rainha D. Amélia durante a sua viagem ao Egipto em 1903, passando para a posse do Estado em 1910; as restantes foram doadas pela família Palmela, por Bustorff Silva e Barros e Sá entre outros. Há cerca de oitenta peças de origem desconhecida.

A exposição cobre mais de cinco mil anos de história, indo desde a Pré-história (c.6000-3000 a.C.) até à Época Copta (395-642 d.C.) e nela estão representados os grandes períodos da civilização egípcia: o Império Antigo, o tempo áureo das pirâmides (c.2660-2180 a.C.); o Império Médio, uma época de grande brilho cultural (c. 2040-1780 a.C.); o Império Novo numa fase de expansão e de cosmopolitismo (c. 1560-1070 a.C.), a Época Baixa, como seu renascimento artístico (664-332 a.C.); e a Época Greco-romana (332 a.C.-395 d.C.), durante a qual o Egipto manteve uma notória independência cultural.

(Luís Manuel Araújo)


Ficha Técnica


Comissariado científico: Luís Manuel Araújo