Descrição: CÁLICE em liga de estanho, de base circular alteada, que se eleva centralmente ligando-se à haste de secção circular e balaústriforme que dá sustentabilidade à copa de formato trococónico invertido, em que a decoração da face exterior desta se apresenta na forma de filetes concêntricos incisos.
Embora sem apresentar marcas de fabricante, presume-se poder constituir um exemplar de produção portuguesa seiscentista e é divulgado na obra intitulada "Estanhos Portugueses" da autoria de Rolando Van Zeller (Estampa XCVIII).
Glossário
.CÁLICE| "Vaso litúrgico (...) utilizado durante a missa na consagração do vinho. Este objeto é o primeiro entre os utensílios litúrgicos sagrados pelos bispos pois a custódia e o cibório são sómente abençoados. Desde os primórdios cristãos que existiram três tipos de cálices: «ordinários», «ministeriais» e os«offertorii, Os primeiros eram utilizados pelos padres nos sacríficios da missa; os ministeriais tinham grande volume e serviam para dar aos fiéis o vinho consagrado pelo que tinham por vezes duas asas (acabando cerca do século XIII, quando proíbiram a comunhão das duas espécies). Nos «offertorii», os diáconos recolhiam o vinho oferecido pelos fiéis. (...)." Vide Instituto Português de Museus (1995). " Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. A Coleção de Ourivesaria. 1º Volume: do românico ao manuelino", p. 222
Incorporação: Proveniente do Museu de Etnologia do Porto.
Centro de Fabrico: Portugal
Bibliografia
VAN ZELLER, Rolando. - Estanhos Portugueses. Livraria Civilização, Editora do Minho, Barcelos, 1985
Instituto Português de Museus (1995). "Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga: Coleção de Ourivesaria", 1º Volume, 1ª edição.