Dimensões (cm): Comp. 17 x Alt. 36,6 x Larg. 16.8 x Diâm. 12,8
Descrição: Custódia do tipo radiante em prata cinzelada, relevada e burilada. Base circular, relevada decorada com volutas, flores, cordões, motivos vegetalistas estilizados e cartelas sobre fundo pontilhado a buril. Haste com vários nós circulares: o inferior é decorado por friso gomado, outro com folhas de acanto, o nó central é maior e tem volutas e rosetas inseridas em cartelas e o superior com folhas de acanto. A haste é encimada por um anjo de asas abertas que faz a transição para o Hostiário. Lúnula ovalada decorada com uma coroa de flores entre as quais rosetas, hostiário em vidro e ovalado com fecho e dobradiça (a funcionar). Resplendor de raios setiformes de tamanho variável.
Origem/Historial: Integra a relação de objetos transferidos do Convento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz, em 14 de novembro de 1921.
Em 1894 foi arrolada com o nº 50 no Capítulo 1º dos "Objetos de metal precioso e pertencentes ao culto, que foram encontrados na Egreja, Capella e Officinas do Convento (...) Relicario - um de prata lavrada em forma de custódia, contendo o Santo Lenho; tem na base uma inscripção, que diz ter sido doado pela Condessa de Pombeiro".
Verba nº 163 do “Auto de arrolamento e conferência dos bens existentes no edifício do Convento e Santos-o-Novo e que são pertença do Património Nacional”, de 7 de outubro de 1921; "Um Relicário em prata lavrada em forms de custódia (...) verba nº 50. Este relicário uma de inscrição de oferta a este Recolhimento."
Verba nº 163 do “Auto de remessa dos objectos pertencentes ao extinto Recolhimento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz” de 14 de novembro de 1921; "Um Relicário em prata lavrada em forms de custódia (...) Este relicário uma de inscrição de oferta a este Recolhimento."
Nº 288 do inventário dos Salvados de 1934 (realizado após o incêndio que deflagrou no Palácio de Queluz, em outubro de 1934), conferido pelas verbas do inventário de Santos-o-Novo pertencentes aos objetos que foram remetidos para o Palácio Nacional de Queluz; "Um relicário em prata lavrada em forma de custódia, com o peso aproximado de cinquenta gramas. – Êste relicário tem uma inscrição de oferta ao Recolhimento. (com o nº 163)".
Nº 696 dos Cadastros de 1938 e 1939.
Nº 696 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, nº de ordem 1150; Relicário, prata lavrada, forma de custódia; dádiva da Condessa de Pombeiro (?), comendadora do Real Mosteiro de Santos, segundo a inscrição que se lê na base; 950g (nº 288 do inventário dos Salvados / nº 163 de Stºs-o-Novo)".
O Convento de Santos-o-Novo, também conhecido por antigo convento das Comendadoras da Ordem de Santiago, foi extinto a 9 de maio de 1895, o recheio foi distribuído por várias instituições (Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional de Queluz) e vendido em hasta pública. Toda a documentação referente ao Convento de Santos-o-Novo encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Incorporação: Verba nº 163 do Convento de Santos-o-Novo, 1921;
Nº 288 do Inventário dos Salvados de 1934;
Nº 696 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, nº de ordem 1150.