Chávena e pires
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Museu: Museu de Lamego
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Nº de Inventário: 1180a/b
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1860
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Técnica: Decorada com esmaltes policromos e ouro.
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Dimensões (cm): Alt. 6,5 x Diâm. 6,9
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Descrição: Chávena de forma europeia, com corpo quase cilíndrico e asa com incisões na pasta, executada em porcelana branca revestida de um vidrado levemente acinzentado, exceto na extremidade do pé. A decoração em esmaltes da família "rosa", é constituída, no exterior, na face oposta à asa, por um medalhão redondo a ouro delimitado por filetes a vermelho ferro onde se inserem as armas reais de época do rei D. Luís I e inscrição e por decoração distribuída em quatro níveis, do inferior para o superior: decoração esparsa em fundo branco de ramos de lótus, pêssegos (?) e borboleta; cercadura contida em filete torcido e superiormente por linha vermelho ferro, preenchida por peónias e suas folhas e frutos; cercadura com sucessão de flores ligadas entre si por filete vegetalista ondulante; e, junto ao bordo, corre uma cercadura de fundo vermelho ferro preenchida por sucessão de flores cruciformes entremeadas por pequena flor radial dourada. No interior, cercadura delimitada por filetes vermelho ferro, com flores de lótus e enrolamentos das suas folhas, em fundo dourado.
Pires: forma circular e covo executado numa porcelana branca revestida por vidrado, execepto na extremidade do pé, que tomou uma cor alaranjada pelo contacto com a atmosfera do forno. Retomou a decoração da chávena, distribuída em cercaduras concêntricas. Do centro para o bordo: medalhão redondo a ouro contido em dois anéis vermelho ferro, apresentando no interior as armas reais da época de D. Luís I e legenda; cercadura delimitada por filete torcido decorada com borboletas, alternando com lótus, suas folhas e frutos, em fundo branco; cercadura com decoração mais carregada por peónias, suas folhas e frutos (pêssegos?), em fundo dourado; friso alternando lótus e folhas, em fundo branco; cercadura com quatro medalhões redondos orlados a dourado, contendo no interior caracteres orientais, alternando com peónias em fundo revestido a vermelho ferro sob flores cruciformes, formando sucessão de losangos intermeadas por pequenas flores radiais douradas; Friso de fundo branco com lótus e suas folhas, dispostos alternadamente. Bordo evidenciado por filete vermelho ferro.
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Origem/Historial: A Chávena faz parte de um "serviço mandado fazer para o Palácio do Governo de Timor no período dos governadores Hugo de Lacerda Castelo-Branco de 1878 a 1880 e Augusto César Cardoso de Carvalho de 1880 a 1882. Subordinados ao Governo de Macau". (Castro, 1987).
Todavia, deveremos considerar essta hipótese com alguma reserva, dado que os períodos de governação distam demasiado a datação proposta para a produção da chávena.
Segundo informação de Humberto Leitão, responsável pela oferta do conjunto, a baixela do Governo de Timor foi leiloada em 1923, tendo, na altura, adquirido os presentes exemplares.
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Incorporação: Comandante Humberto dos Santos Leitão (Proc. 5.1/oft.)
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Centro de Fabrico: China
Bibliografia
- CASTRO, Nuno de - A Porcelana Chinesa e os Brasões do Império. Porto: Liv. Civilização, 1987
- RIBEIRO, Agostinho - "Cerâmica" Museu de Lamego. Roteiro. Lisboa: IPM, 1998