Retábulo Jesus, Maria e José
-
Museu: Museu de Lamego
-
Nº de Inventário: 128
-
Super Categoria:
Arte
-
Categoria: Escultura
-
Autor:
Cruz, Maria da; (Pintor)
Autor desconhecido (Entalhador)
-
Datação: 1601/1619
-
-
Técnica: Talha dourada e policromada
-
Dimensões (cm): Alt. 335 x Larg. 298 x Prof. 93,5
-
Descrição: O retábulo em talha dourada e policromada, mantem a parte inferior e a decoração dos intercolúnios da época seiscentista, onde predominam, sobre superfícies planas, os motivos naturalistas e geométricos. Característico do barroco joanino, o retábulo tem duas colunas torsas de cada lado, envolvidas por um friso com folhas e flores. A parte central tem uma moldura formada por folhas e concheados, que se prolonga no remate curvilíneo em forma de sanefa. No remate apresenta-se ao centro uma cabeça alada sobre a qual se ergue um ramo de folhas de configuração flabeliforme, ladeado por festões de flores; sobre as colunas interiores tem vasos com flores policromadas, ladeadas por ramos de folhas com extremidade enrolada. Enrolamentos afrontados circundam o remate, sobrepujados ao centro por decoração naturalista.
Sobre um fundo pintado com motivos florais, ocupam o centro do retábulo as imagens da Virgem ( inv. nº 747 ), do Menino ( inv. nºs 141, 141/1, 141/2 ) e de São José ( inv. nº 746 ).
-
-
Origem/Historial: O retábulo " Jesus, Maria, José " pertenceu à capela do Desterro, instituida pela clarissa Maria da Cruz, na ala setentrional do claustro maior do Convento das Chagas. A mesma religiosa ter-se-á encarregue da pintura e douramento do retábulo. Sobre a entrada da capela lia-se a seguinte inscrição: " - EXEGTO - VOCAVI FILIVM MEVM - TEM OBRIGAÇÃO ESTE CONVENTO DE DAR EM CADA HVM ANNO TRES MIL REIS PERA O AZEITE DESTA ALAMPADA POR TER LHE DADO A M BRITES DO PRESEPIO SESENTA MIL REIS PERA A COMPRA DO IVROS COMO CONSTA DA ESCRIPTVRA 1657 ".
Em 24 de Setembro de 1919 João do Amaral, então Diretor do Museu de Lamego, emite um ofício a solicitar ao presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Lamego a oferta das esculturas de madeira que restavam nas capelas do claustro do extinto Convento das Chagas. Conforme indicação à margem deste ofício, o pedido foi atendido, a 26 de Setembro de 1919, dando entrada no museu, nao so 36 esculturas de santos que se achavam expostas nas capelas ( Registo de Correspondência, Lvº 1, of. nº 68, p. 33), mas tambem as capelas.
-
Incorporação: (Conventos Extintos) Convento das Chagas; Lamego
-
Bibliografia
- COSTA, Sandra Vaz - "Escultura" in Museu de Lamego. Roteiro. Lamego: IPM, 1998
- LARANJO, F. J. Cordeiro - Museu de Lamego. Lamego: C.M.Lamego, 1991
- SANDÃO, Arthur - O Móvel Pintado em Portugal. Barcelos: Livraria Civilização, 1999
- SILVA, José Sidónio Meneses da - "O Mosteiro das Chagas de Lamego. Vivências, espaços e espólio litúrgico. 1588-1906" Dissertação de Mestrado de História da Arte em Portugal apresentada à F.L.U.P.. Porto,: texto policopiado, 1998