Pia de Água Benta

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 690
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1740
  • Suporte: Prata e prata dourada
  • Técnica: Prata moldada, cinzelada e batida
  • Dimensões (cm): Alt. 59,1 x Larg. 39,5 x Esp. 9
  • Descrição: Pia de água benta em prata cinzelada e moldada. Composta por três partes: quadro ou painel, receptáculo para água-benta e relevo, de tema mariano. O quadro apresenta uma linha vigorosa, formada por elementos arquitectónicos e decorado com elementos fitomórficos e concheados; na parte superior apresenta um entablamento semicircular, com uma cabeça de anjinho, em alto-relevo. Na parte inferior, ladeando o recipiente para a água, dois anjos seguram as prateleiras que lateralmente delimitam o objecto. O receptáculo ou vaso para a água, sob a forma de conchinha, apresenta motivos fitomórficos dinâmicos e tem uma tampa lisa. A parte central da peça apresenta um relevo da figura da Imaculada, que pisa a serpente satânica e segura nos braços o Menino Jesus. O Menino, segurando uma longa cruz, trespassa a cabeça do réptil.
  • Origem/Historial: Nº de ordem 1145 do Cadastro de 1941 A fonte estilística e iconográfica deste relevo em prata foi a pintura 'Maria Imaculada', executada por Carlo Maratta (1662-1663), para o altar da capela da família portuguesa Silva, na igreja de Stº Isidoro, em Roma. Este trabalho de Maratta rapidamente serviu como modelo. Uma cópia foi feita pelo gravador Giovanni Giacomo Frey e terá sido certamente a gravura mais conhecida de artistas e comissários. Serve como exemplo da importância da circulação das gravuras e da sua presença nas lojas dos ourives. Segundo a investigadora Teresa Vale esta peça, representativa de uma tipologia característica no âmbito da ourivesaria genovesa do início da segunda metade do século XVIII, distingue-se pela notável qualidade escultórica e pela sua refinada execução. Com efeito, tanto no enquadramento de carácter arquitectónico, como na representação da Imaculada, onde o relevo se caracteriza por uma indiscutível mestria técnica, a peça atinge resultados de grande qualidade artística.
  • Incorporação: Desconhecido. Nº 1145 do Cadastro de 1941.
  • Centro de Fabrico: Génova, Itália

Bibliografia

  • VALE, Teresa Leonor M. Un'acquasantiera argentea genovese in Portogallo. Percosi trasversali di moduli barocchi. in: Revista Arte Cristiana, Anno XCIX, 865, Luglio/Agosto 2011, 321pp.

Exposições

  • A Virgem na Arte Portuguesa

    • Museu Nacional de Arte Antiga
    • 15/5/1954 a 15/6/1954
    • Exposição Física
  • De Roma para Lisboa: Um Album para o Rei Magnânimo

    • Museu de São Roque, Lisboa
    • 25/6/2015 a 25/10/2015
    • Exposição Física

Multimédia

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