Lustre
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Museu: Palácio Nacional de Queluz
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Nº de Inventário: PNQ 1380
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Vidros
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 19/20
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Técnica: Vidro moldado; opalino; colorido
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Dimensões (cm): Alt. 168 x Diâm. 125
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Descrição: Lustre em vidro com 16 braços de luz. Balaústre rematado no topo por bacia de vidro moldado, decorada por 15 folhas no interior e por 5 flores moldadas em vidro amarelo, rosa e azul. Sob a bacia, bolbo decorado por faixa de vidro cor de rosa. Balaustre que assenta sobre bacia de onde saem 5 braços rematados por flores que alternam com folhas. Sob a bacia, bolbo decorado por fita de vidro e balaustre que termina dentro de outra bacia, de onde saem os braços de luz e braços de flores que alternam com folhas. Braços de luz em forma de S, rematados por prato com bordo recortado. Bobèche moldado e bordo ondulado. Corrente de aros de vidro que ligam os braços de luz a argolas em forma de flor de onde pendem outras flores. Remate em baixo em bolbo moldado.
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Origem/Historial: Pertenceu a António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), conhecido por "Monteiro dos Milhões". Na proposta de venda dirigida a 25 de novembro de 1946 ao Diretor-Geral da Fazenda Pública, o então proprietário da peça, José Manuel Freire Catalão, refere: "Sendo possuidor dum riquissimo lustre de Veneza, autêntica peça de museu, único em Portugal e que pertenceu ao Exmo. Sr. Dr. Carvalho Monteiro (Milhões) [...] É de um efeito deslumbrante e completamente colorido. Tem 14 braços de iluminação e pode ser utilizado em qualquer casa particular. [...] Esta peça encontra-se em exposição na Casa Alcobia, na R. Ivens, em Lisboa". Após alguma troca de correspondência com os diretores dos palácios nacionais da Ajuda e de Queluz, a Direção-Geral decidiu adquirir o lustre, tendo-o destinado ao Palácio Nacional de Queluz. A 22 de março de 1947, o conservador do palácio, António Ventura Porfírio, comunicava em ofício que "o lustre de Veneza ultimamente adquirido por esta Direção-Geral foi ontem transportado para este palácio e já se encontra montado na Sala das Açafatas" (cf. cópia digitalizada do processo de aquisição em doc. associada).
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Incorporação: Manuel Freire Catalão, 1947. Aquisição autorizada por despacho ministerial de 30-04-1947. Nº de ordem 7 de 1947
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Centro de Fabrico: Murano