Descrição: Bacia com base em forma de bolacha, copa hemisférica, bordo com larga aba. Vidro transparente incolor decorado com filigranado do tipo"retorti", "reticolato" e "reticello".
Origem/Historial: De acordo com o Arrolamento judicial encontrava-se na Arrecadação do Tesouro.
A filigrana é uma técnica decorativa aparecida em Murano que se difundiu rapidamente por outras vidrarias europeias onde se produzia peças "façon de Venize". "Para decorar os objetos, são usadas canas pré-fabricadas, obtidas revestindo fios de vidro opaco com uma camada de vidro transparente. Os fios de vidro opaco, nomeadamente branco, mas também de outras cores, podem ser usados sob forma linear ("vetro a fili") ou retorcidos de várias maneiras ("vetro a retorti" ou "a retortoli"). (MEDICI, Teresa; «O espólio vítreo do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros» in Revista Portuguesa de Arqueologia, vol.14, Lisboa, 2011, p.320)
Incorporação: Casa Real
Centro de Fabrico: Murano. Veneza. Itália.
Bibliografia
APNA, Direcção Geral da Fazenda Pública, Arrolamento do Palácio Nacional da Ajuda, vol. 9, 1912
"Ricordo di Venezia. Vidros de Murano da Casa Real Portuguesa", catálogo da exposição, Imprensa Nacional Casa da Moeda e Palácio Nacional da Ajuda. Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, de julho a novembro de 2015.
MEDICI, Teresa; «O espólio vítreo do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros» in Revista Portuguesa de Arqueologia, vol.14, Lisboa, 2011.
Exposições
"Ricordo di Venezia. Vidros de Murano da Casa Real Portuguesa"