Bolsa
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AS.255
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Traje
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Autor:
Autor desconhecido
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Datação: Século 19/20
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Dimensões (cm): Alt. 34 x Larg. 17
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Descrição: Bolsa de formato pentagonal em tecido de algodão de cor branca.
Na parte exterior, a bolsa é forrada a croché de algodão, formando um quadriculado em losangos.
Na parte interior, em cima, surge uma pala triangular, com a orla percorrida com uma fila de pontos dados a fio de algodão de cor rosa. Abaixo do vértice surge um motivo cordiforme, do qual brotam pequenos motivos fitográficos. Abaixo dele, surgem as iniciais "M", "I" e "J", seguidas de um trevo de três folhas. Todo o conjunto dos motivos é bordado a ponto de cruz, com fio de algodão de cor rosa.
A restante altura do interior da bolsa é dividida em dois, segundo um eixo transversal, formando dois bolsos rectangulares, em tecido de algodão de cor branca. Estes são forrados, exteriormente, com um croché semelhante ao descrito atrás. Fecham, a meio da largura da boca, através de um botão redondo em plástico (?) de cor branca.
Num dos bolsos está colocado um cartão com a seguinte inscrição impressa a cor azul: "POR SI MINHA ALMA SOFRE / E FELIZ SERIA SE ME ACEITASSE OS MEUS / PROTESTOS DE AMOR". O canto superior esquerdo do cartão refere: "DOBRANDO ESTE CANTO SERÁ O SIM". O canto oposto refere: "DOBRANDO ESTE CANTO SERÁ O NÃO"; em baixo, surge: "DEVOLVENDO O CARTÃO INTACTO DARÁ UMA ESPERANÇA".
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Origem/Historial: A obra literária de Sebastião Pessanha (1892-1966) compreende mais de quarenta trabalhos, sobre temas muito variados, a partir do opúsculo sobre o Ensino Profissional, dado a lume em 1914, e que se encontram na sua maioria dispersos pelas principais revistas de especialidade existentes no tempo. Em 1916, D. Sebastião Pessanha, funda, à sua custa e com Vergílio Correia e Alberto de Sousa como Directores Literário e Artístico, a «Terra Portuguesa».
Para lá da sua obra literária, o interesse de D. Sebastião Pessanha pela etnografia portuguesa mostra ainda outros aspectos, que são também altamente relevantes. Não só dirigiu a secção de Etnografia do Museu Municipal de Sintra, mas - e sobretudo - reuniu para si próprio e em casa uma magnífica colecção, organizada por mão de mestre.
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A esta data (Maio de 2011) o Museu Nacional de Etnologia possui no seu acervo 92 objectos da categoria "Vestuário e Adereços" da região do Alentejo, sendo o principal concelho de recolha Estremoz, com objectos adquiridos a Rafael Rúdio.
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Bibliografia
- AZINHAL, Abelho - "Roteiro Lírico do Alentejo. O Trajo Feminino" in Mensário da casa do Povo, VI, N.º61: 1951
- LAMAS, Maria - As mulheres do meu país. Lisboa: Actuális, 1948
- ABELHO, Azinhal - "O trajar - o trajo feminino" in Mensário das Casas do Povo. VI, nº61, 1951.
- ABELHO, Azinhal - "O trajar - o trajo masculino do Alentejo" in Boletim da Casa do Alentejo, nº200, ano XIX, 1953.
- PESSANHA, Sebastião - Os Trajes Populares e os Estudos de Etnografia. Comunicação a ser enviada ao 1er Congrés Internacional D'Histoire du Costume, reunido em Veneza em Agosto-Setembro de 1952. Lisboa, 1956.
- ROQUE, Joaquim - Alentejo Cem por Cento. Beja, 1940.
- ROSA, João - Alentejo à janela do passado. Lisboa, 1940.
- VASCONCELLOS, José Leite de - "Trajos alentejanos" in Boletim de Etnografia, n.º 2. Lisboa: Imprensa Nacional, 1923