Chapéu

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AZ.258
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Traje
  • Autor: Pintor
  • Datação: Século 19/20
  • Dimensões (cm): Comp. 36 x Alt. 6 x Larg. 33
  • Descrição: Chapéu feito num entrançado de palha de cor bege. Apresenta uma copa de secção transversal oval e formato cilíndrico. As abas são percorridas, na parte de baixo, junto à orla, por arame forrado a tecido de cetim de cor branca. Numa parte das abas o arame é retorcido, criando uma ondulação. A zona de passagem entre a copa e as abas é adornada por uma fita em tecido de seda de cor rosa, cosida de modo a formar grandes laçadas, por uma banda de tule de algodão, bordado com motivos fitográficos de cor branca, e por flores feitas em tecido de cor branca e verde. Os caules destas flores são em arame. Na parte de baixo do chapéu, as abas são forradas a tule de algodão de cor branca, bordado com motivos florais, igualmente de cor branca. No local onde as abas formam um ondulado estão colocadas três largas flores de tecido em vários tons de rosa. O interior da copa é forrado a tecido de seda de cor branca. Estão também cosidas, em lados opostos, duas fitas de tecido de cor branca, que caem livremente, unindo-se nas extremidades para prender o chapéu ao pescoço.
  • Origem/Historial: Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) foi integrado formalmente em 1953 nos quadros do CEEP. Em 1965, Ernesto Veiga de Oliveira é nomeado subdirector do Museu de Etnologia do Ultramar, assim como do Centro de Estudos de Antropologia Cultural. Com a morte de Jorge Dias (1973), assume a direcção desses dois organismos até à sua aposentação em 1980. Benjamim Enes Pereira, natural de Montedor, Viana do Castelo, decidiu deixar de cultivar a terra aos 26 anos. O seu encontro com Ernesto Veiga de Oliveira foi fruto do acaso, quando soube de alguém que procurava informações sobre os moinhos da região. Em 1959, foi formalmente integrado nos quadros do CEEP e, em 1963, fica também ligado ao Centro de Estudos de Antropologia Cultural (CEAC). Participou activamente no trabalho dos dois centros: recolha, escrita de artigos, registo fotográfico e de vídeo. Uma das suas obras mais conhecidas é a "Bibliografia Analítica da Etnografia Portuguesa", de 1965. Continua a dedicar-se a projectos de cariz museológico e etnográfico.

Multimédia

  • AZ258D.JPG

    Imagem