Botas
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AY.209
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Traje
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Autor:
Pintor
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Datação: Século 19/20
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Dimensões (cm): Comp. 25 x Alt. 27 x Larg. 10
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Descrição: Botas (par) com rasto em couro, constituído por salto, enfranque e pata. O salto é alto e afunilado. É forrado a borracha de cor preta, à qual estão aplicados vários pregos metálicos.
O enfranque é esguio e a pata de bico ligeiramente levantado. Esta zona é completamente recoberta de pregos metálicos.
Pregadas ao rasto surgem as gáspeas de couro. A elas, na orla interior, está aplicado, por dentro, um talão alto, formando um cano. Este é aberto longitudinalmente, à frente, ao centro. Apresenta, em cada aba quinze ilhós metálicas. Por entre as abas, surge uma língua de couro que está aplicada na extremidade inferior da abertura, por baixo do talão e das gáspeas.
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Origem/Historial: Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) foi integrado formalmente em 1953 nos quadros do CEEP. Em 1965, Ernesto Veiga de Oliveira é nomeado subdirector do Museu de Etnologia do Ultramar, assim como do Centro de Estudos de Antropologia Cultural. Com a morte de Jorge Dias (1973), assume a direcção desses dois organismos até à sua aposentação em 1980.
Benjamim Enes Pereira, natural de Montedor, Viana do Castelo, decidiu deixar de cultivar a terra aos 26 anos. O seu encontro com Ernesto Veiga de Oliveira foi fruto do acaso, quando soube de alguém que procurava informações sobre os moinhos da região. Em 1959, foi formalmente integrado nos quadros do CEEP e, em 1963, fica também ligado ao Centro de Estudos de Antropologia Cultural (CEAC). Participou activamente no trabalho dos dois centros: recolha, escrita de artigos, registo fotográfico e de vídeo. Uma das suas obras mais conhecidas é a "Bibliografia Analítica da Etnografia Portuguesa", de 1965. Continua a dedicar-se a projectos de cariz museológico e etnográfico.
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A esta data (Maio de 2011) o Museu Nacional de Etnologia possui no seu acervo 92 objectos da categoria "Vestuário e Adereços" da região do Alentejo, sendo o principal concelho de recolha Estremoz, com objectos adquiridos a Rafael Rúdio.
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A ficha de inventário refere: "Local de uso: Serpa".
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Bibliografia
- PEREIRA, Benjamim - Calçado de pau em Portugal. Porto: Junta distrital do Porto, 1996