Técnica: Faiança decorada com pintura de reflexo metálico
Dimensões (cm): Alt. 4,5 x Diâm. 18,5
Descrição: Taça circular com côvo pouco acentuado. Decoração com motivos vegetalistas estilizados com pintura de reflexos metálicos sobre o engobe esbranquiçado. Ao centro, no fundo, um cardo em torno do qual enrolamentos, meios círculos e alguns pontos se dispõe aliatoriamente. A aba é preenchida por duas series de filetes duplos, concêntricos, intervalados por duas linhas serpenteadas e o bordo boleado e pintado uniformemente. Verso liso a engobe esbranquiçado com pontuais resquícios de pintura.
Origem/Historial: Adquirido por D. Luís Bramão em Itália.
Incorporação: Doação D. Luís Bramão ao Palácio Nacional de Sintra (27 peças).
Luís António Álvares Pereira de Sequeira Lamarão Bramão (1909-2007) enquanto Alto-Funcionário das Nações Unidas - onde coordenou no âmbito da FAO/UNESCO o projecto pioneiro do inventário dos recursos do solo à escala mundial - residiu em vários paúses, nomeadamente Itália onde se apaixonou pela arte do Renascimento aí tendo adquirido numerosas peças de artes decorativas.
A doação - concretizada, conforme seu desejo, pela sua viúva Carin Bramão - é constituída por 27 peças datáveis dos Séculos XV ao XVII.
Centro de Fabrico: Espanha - Manises (?)
Bibliografia
BLADES, Holly Raible, 2010, «D. Luís Bramão. A man of passions», Lisboa.
MEDORI, Paula Brito, "Ao jeito do Renascimento" in «L+Arte», nº 41, Outubro 2007, Lisboa